23/8/08

The Complete Eric Clapton (2008)

Foi lançada no muito inteiro a Autobiografia de Eric Patrick Clapton, um dos maiores guitarristas da história do rock n roll, o livro vem acompanhado de um CD com os maiores sucessos de Clapton. Nascido em 1945, o garoto britânico que costumava a brincar com lesmas na infância, foi criado pela avó. A mãe de Clapton havia deixado ele ainda bebê para viver com um soldado canadense, e anos mais tarde Clapton descobriu tal fato, o que afastou o jovem da família. A sua primeira guitarra foi dada de presente quando Clapton completou 13 anos.

Clapton ganhou notoriedade ao tocar no grupo The Yardbirds (mesma banda que revelou também Jimmy Page do Led Zeppelin, e Jeff Beck ). Após o Yardbirds, Clapton passou a tocar no John Mayall & The bluesbreakers em 1965, com sua Gibson em punhos e perfomances de tirar o fôlego, Clapton ganhou o apelido de "Deus da guitarra" graças a uma pichação. Clapton consegui incorporar ao rock a essência do blues, caracterizando Clapton como o primeiro grande guitarrista de solos psicodélicos da época, o qual associou as técnicas de improviso ao som visceral do rock que estava surgindo na época.

Famosa fotografia da pichação na estação de trem
Clapton fundou em 1966, o power trio Cream, juntamente com outros dois monstros, Jack Bruce e o "Mago" Ginger Baker. O grupo ficou marcado pelos shows e por sucessos como "I feel free", "Sunshine of your love " e a cover "Crossroads" de Robert Johnson e "White room", devidamente inclusas no cd.

Dentre todas as suas amizades do meio artístico, a mais significante foi a com o Beatle George Harrison, a amizade dos dois era tamanha, que os solos que eles bolavam para os seus grupos, eram mostrados primeiro para o amigo e depois para a banda. Clapton toca em "While my guitar gently weeps" do álbum branco dos beatles, enquanto que a canção "Savoy trufle" do mesmo álbum é uma homenagem de Harrison ao amigo. No começo dos anos 70, clapton viveu uma obsessão por Patty Boyd (esposa de Harrison), conseguindo até mesmo se casar com ela. E a amizade com Hariison ? Continuou firme e forte.

Amando loucamente a namoradinha de um amigo meu…

O cd também é contemplado com os sucessos "Layla", "tears in heaven" (feita para o filho que morreu tragicamente), "Change the World", "Sweet home chicago" (de Robert Johnson), "Cocaine", "Wonderful tonigth" (que já foi regravada até por Leandro e Leonardo !) e o reggae "I shot the sherrif". Tudo bem que faltam canções na coletânea, mesmo assim está valendo para quem não conhece ou torce o nariz para o Deus da guitarra.

Clapton reconhece que o alcoolismo foi o maior inimigo na sua vida particular, hoje em dia livre do álcool e das drogas, Clapton vive um casamento, que segundo, "é verdadeiro, e diferente dos anteriores".

Curiosamente, notei em vários vídeos ao longo desses anos que Clapton não utiliza o dedo mínimo em seus solos de guitarra. Mesmo com essa limitação o cara fez e faz a cabeça muita de muita gente.

Clapton é referência, se você toca guitarra ou pensa em ter uma, tem que pelo menos ter ouvido 3 caras na vida: Eric Clapton, Jeff Beck e Jimi Hendrix.

Long Live Clapton!!!

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12/8/08

Robert Johnson - The complete Recordings (1937)

O maior nome do blues do Mississipi não deveria em hipótese alguma ser esquecido neste Blog. Johnson foi uma das figuras mais lendárias e folclóricas da música norte america e influenciou gente como Eric Clapton, Jimi Hendrix, Rolling Stones, White Stripes, Led Zeppelin e etc.

Além das boas canções , Johnson também era muito conhecido pela sua fama de mulherengo o que lhe rendeu muitas aventuras e boatos.

Em 1938 Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado por um marido ciumento de uma de suas amantes. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi. Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo.

Johnson deixou um acervo com 42 canções gravadas por ele no Delta studio , entre elas "Love in vain" , "Crossroads" e "Sweet home Chicago". A técnica apurada de Johnson fazia parecer que ele tocava dois violões ao mesmo tempo, segundo Johnson era o Diabo quem tocava junto !!!

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11/8/08

Beck - Modern Guilt (2008)

Lançado há alguns dias, "Modern guilt" é mais uma comprovação de que o inventivo e sempre inovador Beck ainda tem muito a proporcionar ao rock atual. O disco abre com "Orphans", com uma batida à lá "tomorrow never knows", com alguns efeitos psicodélicos e uma levada muito legal, que nos remete aos anos 60 sem ter que necessariamente tentar soar como uma das bandas da época.
"Orphans" se encaixaria em qualquer disco de 67, o destaque é a participação de Cat Power.
O disco segue com "Gamma ray", cuja levada lembra o "surf" dos tempos do long board.


Temendo chuva de idéias sr. Beck ?

"Chemtrails" dá uma quebra nas levadas anteriores, e busca através de vocais mais melosos e um belo refrão criar sua própria atmosfera, se configurando como uma das canções mais legais do disco, especial para se ouvir em uma sala escura. Se eu fosse o produtor do disco faria o possível para que "Chemtrails" fechasse o disco. A faixa título do álbum, tem uma interessante linha baixo-guitarra- bateria que eu só ser usado por bandas recentes como o Queens of the Stone Age em "No one knows". "Walls" também conta com a participação de Cat Power. "Replica" é certamente a mais "Radioheadiana" das canções desse álbum com certeza, lembra muito o estilo da fase de "amnesiac" da turma de Yorke e Cia.

"Profanity prayers" tem uma levada que já se aproxima bastante do "indie" atual, com riffs e baixos que remetem a um strokes, mas logicamente à maneira Beck de se fazer rock.

No final das contas é um ótimo disco de se ouvir, no qual Beck além de expressar suas influências, consegue impor o seu estilo único e marcante.
criado por blimbou    21:05 — Arquivado em: Sem categoria

5/8/08

O mito chamado Legião Urbana…

Os anos 80 no Brasil foram marcados pelo início de uma nova era, uma era em que a opressão da ditadura militar daria espaço ao presidencialismo e a liberdade de expressão. Nesse contexto, os jovens brasileiros, carentes de informação e cultura, estariam suscetíveis a qualquer idealista que aparecesse. Eis que em 1983, surge a Legião Urbana, chefiada por Renato Russo e seu colegas Dado Villa-lobos e Marcelo Bofá.

Russo e seus amigos eram de classe de média, e tinham condições de importar LPs de rock como os do U2, The Smiths e The Cure, coisa que 99,9% dos jovens brasileiros daquela época não podiam fazer. Era muito comum ver jovens que curtiam Roberto Carlos, Wanderlei Cardoso e etc na época, pois era o gosto dos pais. Sob a influência do pop - rock europeu que estava começando com tudo na época, o Legião decidiu fazer o seu som totalmente modelado nessas bandas que eu citei. Modelou tanto, que chega copiar de forma descarada, isso pode ser visto em canções como "Ainda é cedo" , cuja sua linha guitarra - piano lembra muito a que é utilizada pelo U2 em "New years day" do disco "War" de 1983 (isso sem contar com o baixo da introdução , que foi uma tentativa frustrada de copiar o solo de Clayton), outro indício está na canção "Será", a qual usa sinos em determinados momentos, tal como o U2 fez em canções do álbum "Boy" de 1980. Russo também teve a iniciativa de escrever letras com duplo sentido, sempre fazendo menção à sua opção sexual, uma prática que foi muito utlizada por Morrissey dos Simths.


Criador e criatura… será que Russo gostava mesmo de flores?

Como já disse, Russo era de classe média, assim como Cazuza , foi um rebelde sem causa, ou seja, eram Punks de Boutique. Não viveu as agruras que muita gente famosa passou durante os anos 60 e 70 no mesmo país em virtude da censura. Ele com suas letras rasas, conseguia empolgar muita gente que na época nem fazia idéia do que era U2 ou Smiths, e aquilo era a forma mais acessível de transgressão cultural que os pobrezinhos poderiam ter na época.

As perfomances de Russo, sempre tentando copiar o estilo de dança de Ian Curtis misturado com Morrissey, e as roupas sempre buscando o jeitão de Jim Morrison.


Jogo dos sete erros…

Copiar é um ato muito comum na música, os próprios Beatles já foram acusados, Lennon reconhece que plagiou "Come together" de uma canção de Chuck Berry chamada "You can’t catch me". O Oasis fez isso a vida inteira, e muitos outros também. O problema é que a Legião de fãs do Legião não reconhece isso , e muito menos aceita essas afirmações. Copiar é natural, mas se for copiar faz direito né, coisa que o Legião fazia muito mal. Dado Villa-lobos, é o mais fraco dos guitarristas que já vi nessa vida, pois só sabia tocar escalas quadradas, quem é músico, sabe do que eu estou falando, e mesmo assim, tem gente que o trata como um Hendrix do Brasil, nem Sérgio Dias tem o reconhecimento merecido… mas Villa-lobos, é ídolo em qualquer rodinha com violão.

Russo ser considerado um poeta é um ato hipócrita, não se pode comparar Russo a verdadeiros poetas como Drumond , Quintana ou Arnaldo Antunes. Russo estaria para poesia como Paulo Coelho estaria para a Literatura de fato. Reconheço que ele escreveu algumas canções cujas letras são interessantes, restringindo-se apenas a algumas canções mesmo. Costumo a dizer que "Vento no litoral" foi um susto poético em que a inspiração veio de sopetão e deu esse prêmio, que talvez é a única canção do Legião que faço questão de enaltecer.

Russo faleceu em 1996, por conseqüência da AIDS que na verdade foi fruto de sua irresponsabilidade, assim como Kurt Cobain, foi irresponsável em cometer suicídio, deixando uma órfã pequena. Em ambos ois casos, os dois foram martirizados na década de 90, alavancando a carreira solo dos integrantes restantes. Sendo que tanto de Nirvana , quanto de Legião Urbana, somente Dave Grohl deu certo, não precisa nem falar no que deu a carreira solo de Villa-lobos.

Personagens viraram mitos sem merecer, como Che Guevara (assassino sem escrúpulos, que figura até hoje em camisas e adesivos), Tiradentes (que teve um visual refeito nos livros de história semelhante ao de Jesus Cristo), Lampião (que tem até estátua, matou e aconteceu no nordeste brasileiro) e Raul Seixas (que descaradamente assinou junto com Paulo Coelho a autoria de "eu nasci há 10.000 atrás", canção de domínio público). É nesse mesmo contexto que se insere Russo e Cobain.

Russo foi esperto, nunca fez uma cover de U2 ou Smiths, pois saberia que daria muito na cara. Sempre buscou coisas diferentes, como PIL e até mesmo Menudos !

Vira e mexe, sai algo novo sobre o Legião Urbana, uma sobra de estúdio… um disco esquecido e etc… sempre terá "Mais do mesmo"… guitarras pobres, letras ambíguas rasas, com referências políticas sem necessidade… afinal, se Russo quisesse mudar o país, que não fosse cantando, e sim aproveitando que estava em Brasília, e se candidatando a alguma coisa.

criado por blimbou    17:39 — Arquivado em: Sem categoria

29/7/08

Thom Yorke - The Eraser (2006)

Em 2006, o líder e vocalista do Radiohead, Thom Yorke surpreendeu muita gente ao lançar seu primeiro disco solo (inclusive a mim que só tive conhecimento desse disco na semana passada!). "The Eraser" é na verdade uma compilação de sobras do Radiohead com canções novas de Yorke, cheias de samples e recursos eletrônicos bem experimentais, algo que já vinha sendo praticado pelo próprio Yorke no Radiohead. Outra informação é que este disco só foi lançado no reino unido , nos EUA e no Canadá, e rendeu a Yorke o Grammy de 2007 de melhor disco alternativo.

O Álbum abre com "Analiyze", canção que fechou os créditos do filme "O grande truque" de Cristopher Nolan, Yorke lembra o estilo "Kid A" nessa canção. "And it rained All night" segue a mesma linha de "Analize", teclados e batidas eletrônicas bem leves, esse flerte de Yorke com o som eletrônico já é antigo "Idioteque" era um exemplo disso. "Black Swan" (uma sobra de Kid A), figura na trilha de "O Homem duplo". " Cymbal Rush" apresenta uma melodia bela e poética, apesar do instrumental estar descompassado. "Harrodown Hill" talvez seria a canção mais indicada para se figurar nas FM, tem refrões mais orgânicos como já vistos em algumas canções de "Hail to the thief".

Yorke ao gravar esse discaço nos deu uma prévia de "In Rainbows", demonstrou quais as suas características são as que compõem o som do Radiohead, e de quebra mostrou como se criar canções a partir de samples e teclados, sem ter que ficar parecendo com alguma canção pré existente.

criado por blimbou    20:08 — Arquivado em: Sem categoria

23/7/08

R.E.M. Accelerate (2008)

Michael Stipe e cia deram uma acelerada nesse bom disco lançado recentemente. Justo num momento em que só se fala de Coldplay "viva la vida", o REM vem nesse disco utilizado a mesma fórmula que deu certo em "Automatic for the people" e "Reveal".

De cara o cd abre com pesada (peso é diferente de barulho) "Living well is the best", mostra um vocal rápido e objetivo de Stipe. Canção tão visceral como essa nos disco do REM eu não via desde "Finnest worksong".  A música seguinte "Man sized wreath", vem com riffs de guitarras bem carregados e os backing vocals que sempre marcaram os grandes sucessos do REM.

"Supernatural superserious" mantém a sequência nos mesmos moldes das anteriores, entretanto com uma levada um pouco mais pop, cujos refrões remetem ao REM de 80. "Hollow man" é um falso momento em que o ouvinte pensa que a agitação do disco parou, quando de repente a música se transforma no meio, e retoma a linha lógica do disco. A quebra ocorre com a canção "Houston", o que esfria um pouco. Se fosse nos tempos do vinil, essa canção certamente fecharia o lado A.

"Accelerate" além de dar título ao álbum, é uma das mais legais canções do disco, cheia de guitarras legais. "Until the day is done" é na verdade uma tentativa de revisitar "Nightswimming" de "Automatic for the people", assim como "Houston" não se encaixou nesse disco.

"Horse to water" chega a lembrar um pouco a letra rápida de "is the end of the world…" . "I’m gonna Dj" fecha este bom disco do REM da mesma forma que começou, com guitarras e vocais ágeis de Stipe.

Mesmo com pouca inovação, o REM consegue ainda ser REM, mesmo revistando as suas antigas fórmulas e estilos, diferentemente do U2 que há tempos não é mais o mesmo.

criado por blimbou    21:05 — Arquivado em: Sem categoria

12/7/08

13 de julho… dia mundial do rock

Essa data foi escolhida como dia mundial do rock em virtude de um festival intercional chamado "LIve Aid", realizado na mesma data em 1985 em diferentes países, com shows de grupos como U2, Queen, Simple Minds, Tears for fears, Paul Mccartney, the who, Prince e etc.. O principal objetivo do concerto era arrecadar donativos para ajudar as vítimas da fome da etiópia. Em comemoração a esta data, resolvi fazer um resuminho sobre o eterno rock n roll…

Voltando um pouco no tempo, o rock surgiu nos anos 50 com o estilo Rhythm and Blues (blues mais acelerado), e posteriormente ganhou ingredientes do country e do jazz. O termo rock n roll surgiu em 1953 quando o Dj Alan Freed denominou o estilo inspirado no título de um blues de 1922 chamado "My baby she rocks me with steady roll"  (Minha gata me embala com um ritmo constante), dá pra se ver que é uma clara analogia ao sexo. Foi também na década de 50 que surgiu um dos maiores ícones da música, Elvis Presley.

A década de 60 foi marcada pela invasão britânica comandada por Beatles e Rolling Stones. Foi nessa década também que surgiram grandes instrumentistas como Eric Clapton e Jimi Hendrix. Essa também foi a década que eu considero definitiva para tudo que veio depois no rock, a psicodelia implementada por Lennon e Mccartney, Jefferson Airplane, Pink Floyd, , the kinks, the doors, Jimi Hendrix, The Who, Bob Dylan, Cream e etc. foi determinante para deixar moldes para as tendências que vieram a seguir.

A década  de 70 foi marcada pelos dinossauros do progressivo (Yes, King Crimson, Van Der Graaf, Genesis, ELP e etc), Glam Rock (T rex, David Bowie, Big Star), Discoteca (muitos radicais torcem não só o nariz como a cara inteira para essa vertente) e o Punk (Sex pistols, Buzzcocks, the clash, Ramones, X , etc).

O anos 80 já foi marcado pelo pop influenciado pelo punk e pela disco music, foi um período que marcou muita gente no Brasil, sobretudo pela dificuldade em se adquirir discos na época. U2, the cure, simple minds, duran duran, Jesus and Mary chain e new order eram exemplos comuns dessa época que imperavam nas rádios fm, todo fã que se presava tinha sua fita k7 (geralmente uma TDK rsrs) para gravar as canções em tempo real  com direito a comercial e a comentários do radialista (o advento do mp3 quebrou um galhão, os jovens de hoje não fazem idéia de como era difícil se conseguir canções).

Anos 90 marcado pelo grunge e britpop, bandas como Nirvana, Oasis, Blur, Radiohead e the verve comandaram nessa década. Destaque para os feios do  Radiohead que nos presenteou com duas obras de artes denominadas "ok computer" e "Kid A", em plena década de 90 o rocl ainda era capaz de criar álbuns concetuais, e eu que pensava que isso tinha ficado esquecido na década de 70.

Anos 00, é a atual década…   os destaques são poucos como Franz Ferdinand, The Strokes (o melhor dessa geração), White Stripes e interpol. O estilo predominante e mais interessante é o indie ( eu me recuso a citar essa merda de EMO!).

Ao longo das últimas 6 décadas, o rock tem se transformado bastante (na verdade, na maioria dos casos se reinventando). O rock não é meramente um estilo musical, e sim um estilo de vida, que curte simplesmente vive o rock. Um estilo contestador e que fez e sempre fará a cabeça de muita gente.

LONG LIVE ROCK

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6/7/08

Amy Winehouse - Back to Black (2006)

Diz o ditado "Nunca julgue um livro pela sua capa", no mundo da música muitos dos grandes discos tinham capas que eram realmente obras de arte, e que por si só já gabaritavam o disco. Bandas como Yes, Beatles e Pink Floyd que o digam. Eu já cometi essa tolice, de julgar um disco por sua capa ou um cantor por sua aparência.

Em se tratando de Amy Winehouse, não pensem que eu a julguei pela capa do cd. Pelo contrário, eu nem sabia como era capa do cd até então, na minha cabeça Amy Winehouse era a mesma farinha que enchia o saco com outras farinhas como Rihana, Fergie, Beyonce e etm (entre outras merdas rsrs). O fato de ver o nome de Amy veiculado em meios relacionados à cultura pop atual, me fez achar que ela era da tal farinha maldita. Entretanto… para a minha surpresa ( e que notável surpresa!), Amy Winehouse é uma cantora como há muito tempo eu não via. Tem uma das vozes mais belas e marcantes desses últimos anos, isso sem contar com as músicas muito bem arranjadas pela sua banda igualmente talentosa.

"Back to black" é o disco em destaque desse post, foi lançado em 2006, e eu só vim conhecer com 2 anos de atraso (baixei nesta quinta). Pelo menos no mundo da música, nunca é tarde para se ouvir ou descobrir coisas boas.

Além da canção que dá nome ao disco, destaco para vocês outras do álbum como "Tears dry on their own", "Valerie"(da pesada!), "Me and mr. Jones" e "Rehab".

Amy revitaliza e torna ao alcance dos mais jovens um estilo de jazz que havia ficado para trás com Sarah Vaugham e Billy Hollyday. Pena que proporcionalmente ao talento de Amy, é a sua capacidade de se envolver em confusão, drogas, brigas, shows grogue, anorexia, ematomas e etc, são as palavras que resumem a conturbada vida particular dessa figura com voz de negra e cabelo estilo anos 60 "american way of life".

Ainda não ouvi o primeiro disco dela "Frank" de 2003, espero que seja um material tão agradável e interessante como "Back to black". Realmente, a música ainda tem coisa boa para oferecer .

Long live Amy Winehouse!

criado por blimbou    23:22 — Arquivado em: Sem categoria

19/6/08

Let the Carnage Begin !!!

ROCK N ROLL RACING - 1993/94

 

Lançado em 1993 para Supernintendo e em 1994 para Mega drive, esse jogaço de corrida foi (até onde eu sei) o primeiro game a conter canções consagradas do bom e velho rock n roll em sua trilha sonora. Diferentes personagens, diferentes carros, armas , pistas destruidoras e etc., tornavam esse game altamente emocionante e divertido, em virtude da alta rotatividade dos carros e a incerteza de que a corrida só estaria ganha depois de cruzada a linha.

Rock n roll racing inaugorou um estilo de game de corrida no qual era possível sabotar e destruir os oponentes, o que foi copiado posteriormente pelo game "twisted metal" para Playstation 1. Lembro-me que esse jogo foi uma febre na época, e era muito legal passar horas se matando e ouvindo os sons bacanas do game. A trilha apesar de ser toda instrumental (uma limitação dos 16 bits da época) dava um toque a mais no jogo.

A trilha contava com "Born to be wild" do Stenppenwolf, "paranoid" Black Sabbath e "Higway star" do Deep Purple. Também cotava com canções de gente que eu não conheço como Henri Mancini "Peter Gunn Theme",  George Thorogood "Bad To The Bone" e Golden Earing  "Radar Love " (que tocava somente na versão para Mega drive).

A Blizzard (produtora do game) chegou a desenvolver uma continuação do game para Playstation 1, mas retirou a versão do mercado, resta a espectativa de ver uma nova versão nos consoles atuais em face da febre de remakes que vem acontecendo ultimante. Esse game fez escola, graças a ele temos os jogos com suas trilhas sonoras e etc.. Guitar heros e derivados agradecem.

LONG LIVE ROCK N ROLL RACING!

criado por blimbou    18:26 — Arquivado em: Sem categoria

16/6/08

Lou Reed - Transformer (1972)

 

Eis o álbum que marcou o retorno triunfal de Reed ao cenário musical, sendo este e "Berlin" seus álbuns mais cultuados pela crítica especializada em sua fase pós Velvet underground. Com apoio incondicional de David Bowie, que além de tirar Reed do ostracismo,  produziu este disco e fez vocalizações em canções como as que se ouve no final de "Satellite of love". Ajudar roqueiros sempre foi uma prática de Bowie, Iggy Pop que o diga. 

Outra canção marcante é "Perfect day", a qual teve uma versão cover do Duran Duran e figurou na trilha sonora de "Trainspotting". Além do apoio de Bowie nos backing vocals, a banda montada para este disco também tem Mike Ronsom (umas das aranhas de marte de Ziggy Stardust!) solando as guitarras desse disco clássico . Destaque para a clássica "Walk on the wild side". "Transformer" é bem rock n roll com suas levadas de guitarra legais, Reed como sempre tem em seu vocal algo único e inimitável. 

A capa em destaque é de uma edição especial lançada em 2002 (se eu não me engano), a qual contém faixas bônus (pena que eu não tenho…), mas a que eu tenho é a versão clássica que é da pesada de qualquer forma.

criado por blimbou    15:22 — Arquivado em: Sem categoria
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