25/10/08

Exceção nº 2

Olá amigos!

Escapando mais uma vez da temática do blog, resolvi abrir um espaço para questões pessoais.
Hoje foi o dia da minha formatura, e resolvi postar uma foto minha como novo engenheiro de pesca.

Eu e o meu pai

Abraços a todos

criado por blimbou    0:25 — Arquivado em: Sem categoria

19/10/08

A diferença entre peso e barulho

Muito se fala sobre rock pesado, bandas, sons, discos e etc.. Mas o que de fato seria o rock pesado? Seria um grito? Batidas mais fortes e mais rápidas que o usual? Ou um solo veloz seguido de riffs com efeitos distorcidos?
Na minha opinião, nem tudo que parece pesado, é de fato pesado. Muitos confundem peso com barulho no rock, e nem sempre essas duas coisas andam juntas. Acho perfeitamente possível peso sem barulho, e vice versa.
Primeiro, temos que saber como começou a aparecer o tal “rock pesado”, o próprios Beatles chegaram a impor um pouco de batidas mais fortes, mas mesmo assim, ainda estava muito próximo das vertentes da época. Os Stones foram bem mais transgressores que o fab four, tanto nas letras quanto nas canções, basta se conferir canções, por exemplo, como “Get off of my cloud” e a versão cover para “She Said yeah”, nas quais os vocais de Jagger se encaixam perfeitamente com as batidas e levadas bem fortes para época. The Yardbirds (com Clapton na guitarra, e posteriormente com Jeff Beck), contribuíram para os contornos do peso no rock, em canções como “For your Love”, “Train kept a rollin” e “Evil hearted you”, o grande diferencial deles eram as guitarras, que conseguiam ser agressivas sem ter que recorrer ao desespero das guitarras com batidas em todas cordas com uma fúria desnecessária que se vê atualmente em bandas como Slipknot e System of a Down.
Dentre as bandas que surgiram na efervescência do “yeah yeah yeah” de 60, foi o The Kinks com suas “You really got me” e “I need you”, que me fizeram enxergar que a guitarra elétrica tem um poder de dar força e impor a canção, e não simplesmente querer estourar os tímpanos de quem ouvi ou queimar amplificador do stereo.


The Kinks …     forever and ever.

Durante esses mesmos anos 60, começou a surgir gente que fazia peso junto com barulho, lei-se Jimi Hendrix, Cream e The Who. A banda Daltrey era um show a parte, os caras além de fazer shows da pesada, quebravam tudo, afinal Towsehend foi o primeiro guitarrista da história a quebrar uma guitarra.
MC5 e The Stooges, são pra mim, os grandes exemplos de peso na sua plena forma. Além de dar o ponta pé inicial para o punk, essas duas bandas eram cercadas de polêmica e performances loucas, tudo o que um bom ídolo precisa. Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabath, são de imediato os primeiros exemplos que um fãs de Heavy metal (que gosta das origens do metal) associa imediatamente ao rock pesado, na verdade esse três (não desmerecendo ninguém) pegaram uma senhora carona no que muita gente já vinha fazendo antes, muitos esquecem um bandaço chamado Motorhead. Essas bases do metal tiveram um “turning point” em 1968 chamado “Helter Skelter”.


Iron Maiden e suas 3 guitarras inúteis, coisas de "Poser"

O pior é quando se trata de fãs mais recentes, os exemplos iniciais são Iron Maiden, Metallica, Sepultura e etc..Na minha opinião, o que a maioria das bandas de heavy metal faz é barulho, na sua mais plena forma. Solos de guitarra rápidos (graças às pedaleiras de hoje, até eu me torno num Billy the kyd das guitarras), baterias querendo ser mais rápidas que as guitarras e vocalistas querendo alcançar agudos impossíveis.

Lembro-me de uma vez estar ouvindo Television “Marquee moon”, e disse “Esse é da pesada!”, e um conhecido riu. Acho que ele esperava ouvir guitarras no maior volume, regadas de overdrive. Será que é tão difícil entender que o peso, é a riff na hora e com uma virada de bateria certa, ou com um contrabaixo bem imponente, cujas bases dão a levada que a música precisa. Strokes é um exemplo, apesar do formato instrumental altamente básico e limitado do grupo, eles conseguem ter o seu peso na medida certa. Ao contrário de um Angra, que tenta com batidas rápidas e os gritinhos do vocal, passar a falsa idéia de peso.
Até um cara que eu não ouço como o Marylin Manson, eu reconheço que faz peso, os vocais cavernosos de Manson, associados à banda, dão o “peso” que as músicas dele precisam. Exemplo recente que mistura as coisas, mas ainda fazem peso, é o System of down.

Enfim, nem tudo que é peso é barulho, e nem tudo que é barulho é peso.

criado por blimbou    19:13 — Arquivado em: Sem categoria

13/10/08

Pink Floyd - Relics (1971)

Em face do recente falecimento do tecladista Richard Wright, decide prestar uma singela homenagem a esta super banda chamada Pink Floyd. Sei que pode parecer injusto ou picaretagem comentar um disco que é na verdade uma coletânea. "Relics" não é qualquer coletânea, e sim uma reunião de raridades que figuraram singles e lados B de singles nos tempos áureus de Syd Barrett.

Eu tive esse disco com essa capa (com duas máscaras diferentes, uma na frente e outra atrás), existem outras 2 capas, uma em preto e branco com um desenho feito pelo baterista Nick Mason (herança de sua formação na escola de arquitetura) com uma ilustração de um instrumento louco, e outra com um mapa e uma bússula no centro cercada de dobrões de ouro (acho que era alguma concepção de mercantilismo dos tempos das grandes navegações). Anos depois, a capa que havia sido desenhada por Mason, ganhou forma e cores graças ao artista  Storm Thorgerson.

"Relics" conta com músicas conceituais do início da carreira do Pink como "Bike", "Arnold Layne" e "See Emily play", exemplos clássicos de puro experimentalismo e rock n roll. Esse disco conta com uma canção de Waters nunca lançada até então chamada "Biding my time".


Um belo momento com Barrett.

"Relics" não se trata apenas de uma compilação, e sim, de um resgate do Pink Floyd que muitos não conhecem. Enquanto a grande maioria insiste em procurar os tijolos do muro, eu me interesso muito mais nas bases que consolidaram isso tudo.

Long Live Barrett, Waters, Wright, Mason e Gilmour (por que não ?)

criado por blimbou    14:58 — Arquivado em: Sem categoria

9/10/08

Skank - Estandarte (2008)

Há muitos anos atrás, quando mencionavam o nome "Skank" perto de mim, era como cuspir na minha cara. Uma banda que fazia músicas chatas e de "gafieira" (só lembrar de "garota nacional" e "esmola", essa da esmola era o fim…). Em 2000, Samuel Rosa e cia começaram a dar uma guinada no estilo com "Maquinara", aí começou a despertar a minha atenção com canções como "Canção noturna" e "três lados". Mas foi com Cosmotron (2003), que esse blogueiro passou a defender com unhas e dentes o patrimônio nacional, em Cosmotron, o Skank provou que não era necessário se sair do Brasil ou se cantar em inglês para se fazer rock com qualidade.

No ano passado, o Skank figurou com o seu bom disco "Carrossel", que já apresentava influências como de Beach boys a Beatles. Mesmo com as notáveis influências, Rosa e cia conseguem deixar sua marca, que torna o som deles inconfundível. Isso porque os caras, são bons instrumentistas e sabem trabalhar como poucos no Brasil, a melodia das canções.

Agora em 2008, os caras lançaram o EXCELENTE "Estandarte", cheio de efeitos e guitarras legais no melhor estilo Talking Heads (a levada predomina na maioria das canções), o dá um ar mais arrojado para as canções.
O disco abre com "Pára raio", que de cara mostra um Skank dizendo que sabe conceber rock com trio de metais (Só me lembro de "Got to get into my life" ter conseguido essa fusão tão perfeita).
"Ainda gosto dela" com parceria com Negra Li, é uma balada muito legal e que é digna de se ouvir inúmeras vezes, certamente será um dos hits do cd.
"Noite de um Verão qualquer" (com uma batida no estilo "coming up") é outra, que sem recorrer à batidas rápidas ou riffs regados de Overdrive, consegue mostrar como o rock pode ser simples e nada barulhento, e de quebra agradável para qualquer ambiente e situação.
"Sutilmente" é uma balada muito bonita e bem sutil, e que cumpre todos os requisitos de uma boa canção pop.
"Notícias do submundo" é que lembra um pouco aquele estilão de cosmotron, entretanto, as guitarras estão com uma sonoridade mais próximas do Indie (Strokes e Interpol).
O disco termina com "Renascença", que é uma das quatro canções com parceria com Nando Reis. Rock com uma guitarra com leve ar de surf music.


Esses caras são bons pra caramba. Ai de quem falar mal!

A bela capa ( e que capa da pesada mesmo!) foi feita por Rafael Silveira.
Saldo final…   "Estandarte"  é um disco digno de ser ter original na  coleção. Excelente mesmo, caso raro no rock tupiniquim!

criado por blimbou    16:05 — Arquivado em: Sem categoria

2/10/08

Isto é apenas After-Math…

Em 1966, os Stones lançaram o disco que colocou Jagger e Richards entre os grandes compositores do rock nos anos 60. After-Math foi o quarto disco dos Stones na Inglaterra e o sexto nos EUA, nessa época era muito comum as capas serem diferentes e terem músicas diferentes, isso devido os diferentes distribuidores da gravadora entre os países, e outra curiosidade é que os americanos incluiam faixas de singles e ordenavam as canções de acordo com a sua vontade, o mesmo acontecia com os Beatles, como exemplo: "A hard day’s night" no Brasil era chamado de "Os reis do ie ie ie".


Capa americana de After-math, sem Photoshop , lógico

A versão norte americana conta com "Paint it black" na abertura do disco, enquanto que a britânica "Mother’s little helper", e conta também com "Take it or leave it" e "What to do". Esse disco conta também com a eterna obra de arte "I am waiting".

O disco de estréia de Raul Seixas de 1973 (isso mesmo!), tem a sua capa um tanto quanto "After-mathiana", afinal, Seixas é especialista, mestre, doutor e pós doutor em copiar coisas dos outros (isso sem falar em se apoderar de uma canção de domínio público, como fez em "Eu nasci há 10.000 anos atrás").


"El clone"…   Esse Raulzito era danado mesmo.

After-math já apresentava as primeiras experimentações psicodélicas dos Stones "Goin Home", que já começa a misturar o seu ritmo e blues com as maluquices dos anos 60.


Foto tirada no New Musical Express

Esse disco fez (e ainda faz) a minha cabeça, vale a pena ter e ouvir, altamente recomendável.
E aos que torcem o nariz, não é nesse disco que tem "Satisfaction".
criado por blimbou    10:30 — Arquivado em: Sem categoria

28/9/08

Marcelo Camelo - Sou (2008)

O Hermano (e xará) Marcelo Camelo se antecipou aos colegas e lançou o seu primeiro disco solo após o "recesso" da Banda. Camelo contou com a banda Hurtmold como músicos de apoio nessa incursão.
Ouvi o cd, e de cara se percebe que Camelo pegou o seu estilo que estava em "4", e elevou a quinta potência. Músicas bastante introspectivas, pra baixo e de difícil digestão até para quem já estava habituado com o som dos Hermanos.

O disco abre com a sonolenta "Téo e a gaivota", e é seguida pela bela "Tudo Passa". Percebe-se que a banda de apoio contribuiu bastante para o experimentalismo de Camelo, seguindo a mesma filosofia de melodias e acordes simples, a diferença é que nesta incursão solo existe um apelo instrumental bem maior (não entendam "apelo" como uma tentativa de enganar ou forçar algo).

Outra bela canção do cd é "Doce Solidão", que poderia muito ter sido feita há uns 30 anos atrás. "Janta" conta com a novata Mallu Magalhães cantando em inglês, essa situação já aconteceu na música brasileira quando Astrud Gilberto cantou "Garota de Ipanema" lá nos anos 60, com direito a Stan Getz e todo o mais.
"Liberdade" tem a participação de Dominguinhos no acordeon, essa eu deixo para o meu pai comentar. O disco fica um pouco mais animado com a marchinha "Copacabana".


Camelo, em lua de mel com a MPB

Enfim, "Sou" ou "Nós" (de cabeça para baixo), é um disco feito para quem gosta de mpb e quem gostou (e muito) do estilo que Camelo vinha empregando em "4". Além disso, é um disco que o ouvinte tem que estar preparado para ouvir, ou ouvir mais vezes (que não é o meu caso) com mais calma para não incorrer em opiniões precipitadas. Achei o disco que o disco está ente o conceito de fraco e razoável (apesar da boa iniciativa do experimentalismo em algumas canções), como o meu negócio é rock, não vou se duro com Camelo e comprar briga com meus amigos (rsrsrs),  termino aqui.
criado por blimbou    9:08 — Arquivado em: Sem categoria

23/9/08

Oasis - Dig out your soul (2008)

"Dig out your soul" traz de volta o Oasis ao cenário musical, depois de 3 anos sem material novo (o último foi o excelente disco "Don’t believe the truth"). O disco abre com "Bag ti up", com levadas de guitarras até então nunca usadas por Noel e Gem, chegando a lembrar um pouco o mesmo estilão utilizado pelo Radiohead em "Bodysnatcher", a bateria com som filtrado e alterado, dá uma cara diferente para o estilo que o Oasis quer passar durante o disco. "Bag it up" chega a lembrar "Go let it out", entretanto, tem uma cara mais épica.
O disco segue com a favorita do orkut "The turning", de fato é uma canção muito legal, seguindo a mesma linha da faixa anterior., "The Turning"  tem o seu final roubado de "Dear Prudence" dos Beatles na maior cara dura, coisas do Oasis mesmo . "Waiting for the rapture" é cantada por Noel, e é um exemplo de como uma canção consegue ter seu peso, sem necessariamente ser barulhenta.
O disco segue com "the shock of the lightening", a canção escolhida para o single inicial, o oasis resgata nessa canção aquele estilo que havia ficado esquecido em "Be here now", com direito a referências como "Magical mystery" no meio da letra. "The shock of the lightening" além do belo clipe, é composta por riffs de guitarras sobrepostas, com aquela levada que só o Oasis sabe fazer.
Como regra, todo disco do Oasis tem que ter uma obra de arte entre as composições, a minha eleita foi "I’m outta there", com direito a pianinho chupado de "jealous guy" de Lennon antes do refrão, o que não desmerece a canção, que fica no mesmo nível de "Champagne supernova", "All around the world", "Roll it over" e "Let there be love".

"Falling down" é outra boa canção cantada por Noel, fica registrado a cara de pau deles em colocar a bateria de "Tomorrow never knows". O disco também tem a ótima "To be where there’s life" e fecha com "Soldier on".

Oasis em turnê no Canadá, 2008
Recentemente a banda entrou em turnê, incluindo vários shows no Canadá. Tal escolha rendeu umas costelas quebradas para Noel, que foi agredido por um fão (ou seja lá o que for) durante  um show.
O disco ficou com um saldo final bom, tem uma proposta nova no estilo e na mixagem, e ao mesmo tempo resgata um pouco do que ficou para trás naquel oasis de 97.Não se trata do melhor disco dos maletas Gallagher, mas também não é um outro "Heathen chemistry".
Num ano com Coldplay, Radiohead, Verve e Oasis lançando coisa nova, é difícil ver o cenário britpop tão movimentado como este.

PS.: A bela capa é feita pelo artista Julian House, e o disco foi gravado nos estúdios Abbey road.

Até mais

criado por blimbou    13:40 — Arquivado em: Sem categoria

21/9/08

Uma exceção apenas…

Olá caros amigos e internautas,

Sei que andei demorando para postar material novo aqui, fui até alvo de ameaças no orkut rsrsrs.
Todos esses atrasos são devidos ao término de minha graduação em engenharia de pesca, e consequentemente com a elaboração de um tcc.
Nesta última sexta feira (19/09/08), foi a tão esperada data da defesa, e para alegria de todos fui aprovado com 9,8.


Momento    Face to Face   com a banca

Desculpe se não falei de guitarras, discos, cantores, causos e etc. dessa vez. O que eu vou dizer a seguir pode até parecer absurdo, mas defender um tcc é muuuuuuuuuito Rock n roll.

Abraços à todos

criado por blimbou    8:35 — Arquivado em: Sem categoria

6/9/08

A guitarra infinita de “Heroes”

Se sempre houve algo que me intrigou por anos, foi aquela introdução mágica e única da canção "Heroes" de David Bowie, aquele solo que "viaja pelo espaço"(como eu costumo dizer rsrsrs um amigo meu sempre diz que eu viajo muito quando uso essa expressão) e cria um climão único para essa canção (que pra mim é um dos maiores clássicos do rock).
A primeira vez que eu ouvi "Heroes", foi em uma fita K7 gravada de um vinil de um amigo em 1994. Desde então, essa guitarra espacial sempre me encantou. Mas o que há por trás desse solo tão impressionante e simples ao mesmo tempo ? As pessoas ? A Técnica ? Bem isso vocês saberão agora.

O "Sustain infinito" ou a "guitarra infinita" já era um antigo sonho de Brian Eno, que tentava experimentalmente conseguir resultados semelhantes em 1972. Entretanto, somente em 1973, ao trabalhar com o excelente guitarrista Robert Fripp (da banda de progressivo King Crimson), Eno conseguiu dar sons à sua imaginação. Através de trucagens de estúdio, delays e uso de tapes sobrepostos, Eno e Fripp conseguiram algo que fazia com que os solos "voassem" pelo espaço, podendo ser conferido no disco "No Pussyfooting" de Eno & Fripp, sobretudo na canção "Frippertronics".

Enquanto uns quebram, outros são rápidos… Fripp "cria" !

Apesar do advento da técnica, isso ficou restrito ao experimentalismo e aos discos de Eno. Anos mais tarde, Eno & Fripp participaram do discaço "Heroes" de David Bowie, introduzindo o efeito a pop music.

Desde então, guitarristas queriam usar o mesmo efeito de Fripp. Steve Hakett utilizava um efeito semelhante, mas não de sustain infinito, e sim um sustain temporário que se confundia com os teclados da época (o assunto Hakett fica para um post futuro).

Em 1976, o equipamento "Ebow" foi introduzido no mercado, o que proporcionava o famoso efeito, isso graças às vibrações magnéticas do equipamento. O curioso é que Fripp, é tão safo, mas tão safo, que nunca fez uso do ebow, e recorre a técnica clássica criada por ele e por Eno.

Ebow em ação

Anos depois, the Edge do U2 veio utilizar o ebow nos discos "the unforgettable fire" e "the Joshua tree" (aquele efeito da introdução de "with or without you"), The Edge deu uma cara nova para as guitarras dos anos 80. Muita gente fez uso desse equipamento, e de diferentes aplicações, por exemplo: The jesus and Mary Chain, usa o ebow numa tentativa de remeter às distorções empregadas por John Cale nos tempos de Velvet Underground; Cocteau Twins; Sigur Ros, e etc.

Dentre os que fizeram algo de novo com esse efeito (além do mestre Fripp, e de Hakett, David Gilmour,The Edge, Eddie Van Hallen), foi Jonny Greenwood do Radiohead que deu novos "ares" de desespero e sustains desenfreados ao sustain infinito, como se pode conferir em "Ok Computer" (um dos últimos discos de rock conceitual da nossa era).

Hoje em dia, o ebow é usado até mesmo por bandas de metal, vide aqueles solos rapidíssimos, graças, na maioria das vezes, ao "Tap" no braço da guitarra", o que torna qualquer um, um Flash nas guitarras.

Ao contrário do que diz a música, Fripp e Eno, não foram heróis por um dia, e sim por toda a eternidade.

Os fãs de rock e guitarristas agradecem.

criado por blimbou    13:54 — Arquivado em: Sem categoria

30/8/08

The Verve - Forth (2008)

Depois da separação da banda em 1998, muitos fãs (como eu), ficaram tristes com o final do Verve. "Urban Hymns" era o canto dos cisnes perfeito, músicas belíssimas, um excelente trabalho de produção, e a grande chance de colocar o Verve no mesmo top das grandes bandas da épocam com direito a clipes legais rolando nas paradas das mtvs. Infelizmente, tudo havia acabado naquele mesmo ano, e os integrantes seguiram as suas carreiras.
Ashcroft lançou 3 cds solos, discos muito bons por sinal, mas mesmo assim ainda faltava algo na parte instrumental.
Em 2007, a banda anunciou a volta com shows, e no final do mesmo ano prometeu um cd novo. Eu pirei, só de imaginar, que 10 anos depois, eu poderia ter a possibilidade ouvir novamente o Verve. Dessa vez, a banda não conta com o bom guitarrista Simon Tong (atualmente no lugar de Graham Cox) no blur. O restante do grupo, é o mesmo que acompanhou Ashcroft em "Urban Hymns".

Apesar de "Forth" ser o quarto álbum do grupo, não se deve confudir com "Fourth". "Forth" é um advérbio utilizado em expressões como "adiante" ou "fora", enquanto que "fourth" designaria quarto.

O primeiro hit do disco, é a canção "Love is noise", que o verve lançou primeiramente em um single. "Love is noise" é da pesada, e bem psicodélica, se mostrando uma prova de que o Verve ainda tem muita criatividade, e Ashcroft sabe administrar como ninguém os efeitos em seus vocais, tornando a música ímpar. A atmosfera alucinante criada por "Love is noise" é realmente algo indescritível, canção arrojada, rica em efeitos e marcadamente com a cara do Verve, sem ter ser uma revisitação de trabalhos anteriores.

"Sit and Wonder" abre o disco, e já mostra de cara que o Verve mantém a sua base musical, mas com novas abordagens, mais vigor nas guitarras e o vocal característico que Ashcroft. "Rather be" já nos remete ao estilo que Ashcroft andou emprengado em sua carreira, entretanto, as linhas melódicas de piano e guitarra, são puro Verve. "Judas" é leve, lembra o estilo de músicas de  "A nothern soul" , estilo que o Coldplay apreciou bastante.

The Verve 10 anos depois; sim, ainda tem bala na agulha.

Eu recomendo também as faixas: "Valium skies" (essa poderia compor "urban hymsn"), "Appalachian springs", "I see houses" , "Columbo" e "Numbness" (estilão do início da carreira).
O cd vem com duas faixas bônus "Mover" e "Chic Dub"; enquanto que, a versão em vinil vem com duas músicas da pesada chamada "Muhamad Ali " e "Ma Ma soul". As faixas bônus do vinil já foi convertida para mp3 e estão disponíveis, "Ma Ma soul" é uma pérola feita para premiar os amantes do vinil, e fica aquela pergunta no ar, "por que eles excluíram uma faixa tão legal como essa do álbum ?".

O disco é realmente muito bom, conseguiu cumprir com as expectativas, tudo bem que seria uma missão difícil para a banda conceber um novo "Urban Hymns" (que na minha opinião, juntamente com "Ok Computer" e "Be here now", são os melhores discos da década de 90). Mesmo assim, tem competência pra fazer um disco excelente como há muito não se ve, ainda mais se trantado de bandas que retornam depois de tanto tempo só querem ganhar mais uns trocados. Pelo menos esse aparentemente não é o caso do Verve, que não fez usofruto da separação para lançar cds com músicas ao vivo ou de sobras de estúdio, prática feita pora muita gente (um dia eu posto sobre isso).

É isso aí, 10 longos anos, e valeu a pena rever o o Verve.
Espero poder achar o cd original em alguma loja, abraços a todos.

criado por blimbou    17:58 — Arquivado em: Sem categoria
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