25/10/08
Exceção nº 2
Olá amigos!
Escapando mais uma vez da temática do blog, resolvi abrir um espaço para questões pessoais.
Hoje foi o dia da minha formatura, e resolvi postar uma foto minha como novo engenheiro de pesca.

Abraços a todos
Olá amigos!
Escapando mais uma vez da temática do blog, resolvi abrir um espaço para questões pessoais.
Hoje foi o dia da minha formatura, e resolvi postar uma foto minha como novo engenheiro de pesca.

Abraços a todos

Durante esses mesmos anos 60, começou a surgir gente que fazia peso junto com barulho, lei-se Jimi Hendrix, Cream e The Who. A banda Daltrey era um show a parte, os caras além de fazer shows da pesada, quebravam tudo, afinal Towsehend foi o primeiro guitarrista da história a quebrar uma guitarra.
MC5 e The Stooges, são pra mim, os grandes exemplos de peso na sua plena forma. Além de dar o ponta pé inicial para o punk, essas duas bandas eram cercadas de polêmica e performances loucas, tudo o que um bom ídolo precisa. Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabath, são de imediato os primeiros exemplos que um fãs de Heavy metal (que gosta das origens do metal) associa imediatamente ao rock pesado, na verdade esse três (não desmerecendo ninguém) pegaram uma senhora carona no que muita gente já vinha fazendo antes, muitos esquecem um bandaço chamado Motorhead. Essas bases do metal tiveram um “turning point” em 1968 chamado “Helter Skelter”.

O pior é quando se trata de fãs mais recentes, os exemplos iniciais são Iron Maiden, Metallica, Sepultura e etc..Na minha opinião, o que a maioria das bandas de heavy metal faz é barulho, na sua mais plena forma. Solos de guitarra rápidos (graças às pedaleiras de hoje, até eu me torno num Billy the kyd das guitarras), baterias querendo ser mais rápidas que as guitarras e vocalistas querendo alcançar agudos impossíveis.
Lembro-me de uma vez estar ouvindo Television “Marquee moon”, e disse “Esse é da pesada!”, e um conhecido riu. Acho que ele esperava ouvir guitarras no maior volume, regadas de overdrive. Será que é tão difícil entender que o peso, é a riff na hora e com uma virada de bateria certa, ou com um contrabaixo bem imponente, cujas bases dão a levada que a música precisa. Strokes é um exemplo, apesar do formato instrumental altamente básico e limitado do grupo, eles conseguem ter o seu peso na medida certa. Ao contrário de um Angra, que tenta com batidas rápidas e os gritinhos do vocal, passar a falsa idéia de peso.
Até um cara que eu não ouço como o Marylin Manson, eu reconheço que faz peso, os vocais cavernosos de Manson, associados à banda, dão o “peso” que as músicas dele precisam. Exemplo recente que mistura as coisas, mas ainda fazem peso, é o System of down.
Enfim, nem tudo que é peso é barulho, e nem tudo que é barulho é peso.
Eu tive esse disco com essa capa (com duas máscaras diferentes, uma na frente e outra atrás), existem outras 2 capas, uma em preto e branco com um desenho feito pelo baterista Nick Mason (herança de sua formação na escola de arquitetura) com uma ilustração de um instrumento louco, e outra com um mapa e uma bússula no centro cercada de dobrões de ouro (acho que era alguma concepção de mercantilismo dos tempos das grandes navegações). Anos depois, a capa que havia sido desenhada por Mason, ganhou forma e cores graças ao artista Storm Thorgerson.

Long Live Barrett, Waters, Wright, Mason e Gilmour (por que não ?)


O disco de estréia de Raul Seixas de 1973 (isso mesmo!), tem a sua capa um tanto quanto "After-mathiana", afinal, Seixas é especialista, mestre, doutor e pós doutor em copiar coisas dos outros (isso sem falar em se apoderar de uma canção de domínio público, como fez em "Eu nasci há 10.000 anos atrás").



O disco abre com a sonolenta "Téo e a gaivota", e é seguida pela bela "Tudo Passa". Percebe-se que a banda de apoio contribuiu bastante para o experimentalismo de Camelo, seguindo a mesma filosofia de melodias e acordes simples, a diferença é que nesta incursão solo existe um apelo instrumental bem maior (não entendam "apelo" como uma tentativa de enganar ou forçar algo).
Outra bela canção do cd é "Doce Solidão", que poderia muito ter sido feita há uns 30 anos atrás. "Janta" conta com a novata Mallu Magalhães cantando em inglês, essa situação já aconteceu na música brasileira quando Astrud Gilberto cantou "Garota de Ipanema" lá nos anos 60, com direito a Stan Getz e todo o mais.
"Liberdade" tem a participação de Dominguinhos no acordeon, essa eu deixo para o meu pai comentar. O disco fica um pouco mais animado com a marchinha "Copacabana".

"Falling down" é outra boa canção cantada por Noel, fica registrado a cara de pau deles em colocar a bateria de "Tomorrow never knows". O disco também tem a ótima "To be where there’s life" e fecha com "Soldier on".

PS.: A bela capa é feita pelo artista Julian House, e o disco foi gravado nos estúdios Abbey road.
Até mais
Olá caros amigos e internautas,

Abraços à todos
Se sempre houve algo que me intrigou por anos, foi aquela introdução mágica e única da canção "Heroes" de David Bowie, aquele solo que "viaja pelo espaço"(como eu costumo dizer rsrsrs um amigo meu sempre diz que eu viajo muito quando uso essa expressão) e cria um climão único para essa canção (que pra mim é um dos maiores clássicos do rock).
A primeira vez que eu ouvi "Heroes", foi em uma fita K7 gravada de um vinil de um amigo em 1994. Desde então, essa guitarra espacial sempre me encantou. Mas o que há por trás desse solo tão impressionante e simples ao mesmo tempo ? As pessoas ? A Técnica ? Bem isso vocês saberão agora.
O "Sustain infinito" ou a "guitarra infinita" já era um antigo sonho de Brian Eno, que tentava experimentalmente conseguir resultados semelhantes em 1972. Entretanto, somente em 1973, ao trabalhar com o excelente guitarrista Robert Fripp (da banda de progressivo King Crimson), Eno conseguiu dar sons à sua imaginação. Através de trucagens de estúdio, delays e uso de tapes sobrepostos, Eno e Fripp conseguiram algo que fazia com que os solos "voassem" pelo espaço, podendo ser conferido no disco "No Pussyfooting" de Eno & Fripp, sobretudo na canção "Frippertronics".

Enquanto uns quebram, outros são rápidos… Fripp "cria" !
Apesar do advento da técnica, isso ficou restrito ao experimentalismo e aos discos de Eno. Anos mais tarde, Eno & Fripp participaram do discaço "Heroes" de David Bowie, introduzindo o efeito a pop music.
Desde então, guitarristas queriam usar o mesmo efeito de Fripp. Steve Hakett utilizava um efeito semelhante, mas não de sustain infinito, e sim um sustain temporário que se confundia com os teclados da época (o assunto Hakett fica para um post futuro).
Em 1976, o equipamento "Ebow" foi introduzido no mercado, o que proporcionava o famoso efeito, isso graças às vibrações magnéticas do equipamento. O curioso é que Fripp, é tão safo, mas tão safo, que nunca fez uso do ebow, e recorre a técnica clássica criada por ele e por Eno.

Ebow em ação
Anos depois, the Edge do U2 veio utilizar o ebow nos discos "the unforgettable fire" e "the Joshua tree" (aquele efeito da introdução de "with or without you"), The Edge deu uma cara nova para as guitarras dos anos 80. Muita gente fez uso desse equipamento, e de diferentes aplicações, por exemplo: The jesus and Mary Chain, usa o ebow numa tentativa de remeter às distorções empregadas por John Cale nos tempos de Velvet Underground; Cocteau Twins; Sigur Ros, e etc.
Dentre os que fizeram algo de novo com esse efeito (além do mestre Fripp, e de Hakett, David Gilmour,The Edge, Eddie Van Hallen), foi Jonny Greenwood do Radiohead que deu novos "ares" de desespero e sustains desenfreados ao sustain infinito, como se pode conferir em "Ok Computer" (um dos últimos discos de rock conceitual da nossa era).
Hoje em dia, o ebow é usado até mesmo por bandas de metal, vide aqueles solos rapidíssimos, graças, na maioria das vezes, ao "Tap" no braço da guitarra", o que torna qualquer um, um Flash nas guitarras.
Ao contrário do que diz a música, Fripp e Eno, não foram heróis por um dia, e sim por toda a eternidade.
Os fãs de rock e guitarristas agradecem.

Apesar de "Forth" ser o quarto álbum do grupo, não se deve confudir com "Fourth". "Forth" é um advérbio utilizado em expressões como "adiante" ou "fora", enquanto que "fourth" designaria quarto.
O primeiro hit do disco, é a canção "Love is noise", que o verve lançou primeiramente em um single. "Love is noise" é da pesada, e bem psicodélica, se mostrando uma prova de que o Verve ainda tem muita criatividade, e Ashcroft sabe administrar como ninguém os efeitos em seus vocais, tornando a música ímpar. A atmosfera alucinante criada por "Love is noise" é realmente algo indescritível, canção arrojada, rica em efeitos e marcadamente com a cara do Verve, sem ter ser uma revisitação de trabalhos anteriores.
"Sit and Wonder" abre o disco, e já mostra de cara que o Verve mantém a sua base musical, mas com novas abordagens, mais vigor nas guitarras e o vocal característico que Ashcroft. "Rather be" já nos remete ao estilo que Ashcroft andou emprengado em sua carreira, entretanto, as linhas melódicas de piano e guitarra, são puro Verve. "Judas" é leve, lembra o estilo de músicas de "A nothern soul" , estilo que o Coldplay apreciou bastante.

O disco é realmente muito bom, conseguiu cumprir com as expectativas, tudo bem que seria uma missão difícil para a banda conceber um novo "Urban Hymns" (que na minha opinião, juntamente com "Ok Computer" e "Be here now", são os melhores discos da década de 90). Mesmo assim, tem competência pra fazer um disco excelente como há muito não se ve, ainda mais se trantado de bandas que retornam depois de tanto tempo só querem ganhar mais uns trocados. Pelo menos esse aparentemente não é o caso do Verve, que não fez usofruto da separação para lançar cds com músicas ao vivo ou de sobras de estúdio, prática feita pora muita gente (um dia eu posto sobre isso).
É isso aí, 10 longos anos, e valeu a pena rever o o Verve.
Espero poder achar o cd original em alguma loja, abraços a todos.