19/11/08
Os 40 anos de The Beatles - the beatles
No anterior ao “Álbum branco” (como os fãs assim o chamam), a década de 60 foi sacudida (segundo a crítica e certos músicos) pelo álbum “Sgt. Pepper’s” dos próprios Beatles, “Sgt. Pepper’s” contava com uma capa altamente colorida e psicodélica, era o marco do “Flower Power”. Entretanto, somente em 68, os Beatles rasgam com esse “modismo” criado por eles mesmos, e lançam um disco completamente branco em sua capa! Mostrando que a banda se reinventava a cada disco, até mesmo em suas capas.
Eu tive o vinil, que contava com um pôster bacana e 4 fotografias de cada um dos integrantes. O pôster vinha cheio de referências, como as cruzes nas canções de McCartney (uma referência a “morte” dele em 67, e que muita gente acha até hoje que o McCartney que conhecemos é um sósia), a foto de McCartney morto e as letras de todas as canções.
Foi nesse disco que ficou evidente as diferenças entre os integrantes, e o aumento de divergências, sobretudo entre Harrison e McCartney. Isso sem contar com a presença constante e inconveniente de Yoko Ono nos estúdios de gravação. Mas nem só de confusão é feito um discaço como esse. “While My guitar gently weeps” conta com os solos do eterno deus da guitarra Eric Clapton, segundo depoimentos, a presença de Clapton deu uma melhorada no clima do ambiente.
Esse disco também conta com as músicas feitas para animais “Blackbird” (na verdade é uma metáfora contra o racismo), “Piggies” e “Martha My dear” (homenagem de McCartney a sua cadela homônima).
Foi a partir desse álbum que McCartney começou a querer criar asas, tanto prova que “Blackbird” ele não conta com a ajuda de nenhum dos Beatles, toca a bateria de “Back in the USSR” (no melhor estilo Beach Boys) e “Why don’t we do it in the Road” (McCartney toca tudo só nessa canção, algo que o próprio faria em 70 no seu disco de estréia solo).
Esse disco conta como primeiro Heavy metal da história “Helter Skelter”, que foi a fonte de inspiração de Charles Mason ao esfaquear a esposa de Roman Polansky. “Sexy sadie”, que é uma crítica ao antigo guru espiritual, que só queria ganhar uma grana com os Beatles e transar com as seguidoras da seita, notem que as notas e o piano foram inspiração para o Radiohead em sua excelente “Karma Police”.

Eu costumo a dizer que o “White abum” é a verdadeira bíblia do rock, nele você encontra de tudo, desde heavy metal, reggae “ob La di ob La da”, coutry, blues, rock n roll, progressivo “Long long long” (que é a cara do Dark side of the moon), até mesmo um pouco de punk (basta ouvir um trecho de “Birthday” que antecede a parte cantada por Lennon “Yes we going to a party party”, reparem que é bem Sex pistols) e etc.. Um fato curioso que eu não sabia, é que canções como "Jealous Guy" (Lennon) , "Junk" (McCartney) e "Not Guilty" (Harrison), faziam parte das canções do disco, entretanto não foram usadas.

Beatles em 68, maduros ao extremo
O álbum branco é um disco para se ter em casa, guardadinho na coleção, e que deverá ser sacado nas horas em que o ouvinte se achar entediado com o rock atual. Outra peculiaridade que eu digo, esse é um digo para se ouvir a cada 10 anos, você irá enxergar algo novo e diferente em cada audição.
criado por blimbou
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Comentário por Mark — 19 19UTC novembro 19UTC 2008 @ 12:47
Eterno e sublime White Album, blimbous. Muito rock roll. Faz tempo que não o escuto mas nenhuma das canções desse discaço saem da minha cabeça. Até a “Revolution 9″- com seus quase 9 minutos de pura loucura- que você tanto ama..rs.
Comentário por Paulo Marcelo — 19 19UTC novembro 19UTC 2008 @ 13:22
Bem lembrado, essa “canção” sempre morou no meu coração, eu a chamo de “exceção beatle”. Já consegui ouvi-la totalmente uma vez… não a citei no texto, para não ter que dar um stop na rasgação de seda.
esse teu comentário foi ligeirinho hein, mal eu postei e tu já tava na área.
falou