29/11/08

O dia em que o avião virou Passageiros

O U2 após o lançamento de “Zooropa” e sua bem sucedida turnê “Zoo TV” em 1993, passou uns anos no limbo da música sem produzir, apenas realizando trabalhos pontuais como uma canção num “Missão impossível” aqui, um “Batman forever” ali e compondo uma canção para outra pessoa cantar num 007 acolá…

Entretanto, no ano de 1995, o U2 em parceria com Brian Eno (ex Roxy Music e de currículo invejável) resolveu fazer um álbum “conceitual” , com direitos a canções instrumentais e todo o mais. A idéia era compor o álbum com canções feitas para diversos filmes, diferentemente do que é dito em muitos sites, e como foi dito pelos irresponsáveis Léo Madeira e Marina Person no famigerado “Top top”, de que o U2 fez uma trilha para um filme que nunca existiu, na verdade todos os filmes estão lá indicados em cada uma das canções. Por exemplo, “Always forever now” toca na cena de perseguição do filme “Fogo contra fogo”, a canção “Miss Sarajevo” toca num documentário que eu não sei o nome e me lembro também de uma outra canção que toca no mangá japonês “Ghost in the Shell”.

“The passengers…” não é um disco de rock, tal fato foi um tiro no pé de 99,9% dos fãs que compraram o cd na época, fato compensado pelo super hit “Miss Sarajevo”.
Esse disco é indicado para quem gosta de música instrumental como Vangelis, Kitaro, Mike Oddfield, e outras maluquices como Enya e etc..

Não estou abrindo o espaço nesse blog para enaltecer o disco, ou livrar a cara do U2, e sim para falar dessa curiosidade; pois , ainda vejo muita gente creditando “miss Sarajevo” somente ao U2, e esquecem o “reluzente” Brian Eno. Depois desse disco, o Passengers voltou a ser U2, e veio com uma série de “tiros no pé” como a trilha do “Hotel de 1 milhao de dólares” e “All that you can leave behind” (esse último os fãs adoram, sobretudo a nojentissima “Beautiful Day”). É isso aí, na falta do que fazer, o U2 resolveu mudar de nome para não afetar a “marca”.

criado por blimbou    17:26 — Arquivado em: Sem categoria

19/11/08

Os 40 anos de The Beatles - the beatles

Em 22 de novembro de 1968, os Beatles lançaram um dos discos mais enigmáticos da história da música pop mundial. Tratava-se de um disco denominado simplesmente como “The Beatles”, e vinha com uma capa totalmente branca e o nome da banda quase que imperceptível em alto relevo. Este também foi o primeiro disco duplo da banda (tudo bem que os demais foram coletâneas), mas o seu diferencial foi o fato de ter sido o primeiro álbum duplo da história a ocupar o primeiro lugar das paradas (perdendo a pose 10 anos depois para a trilha de “Os embalos de sábado a noite”).

No anterior ao “Álbum branco” (como os fãs assim o chamam), a década de 60 foi sacudida (segundo a crítica e certos músicos) pelo álbum “Sgt. Pepper’s” dos próprios Beatles, “Sgt. Pepper’s” contava com uma capa altamente colorida e psicodélica, era o marco do “Flower Power”. Entretanto, somente em 68, os Beatles rasgam com esse “modismo” criado por eles mesmos, e lançam um disco completamente branco em sua capa! Mostrando que a banda se reinventava a cada disco, até mesmo em suas capas.

Eu tive o vinil, que contava com um pôster bacana e 4 fotografias de cada um dos integrantes. O pôster vinha cheio de referências, como as cruzes nas canções de McCartney (uma referência a “morte” dele em 67, e que muita gente acha até hoje que o McCartney que conhecemos é um sósia), a foto de McCartney morto e as letras de todas as canções.

Foi nesse disco que ficou evidente as diferenças entre os integrantes, e o aumento de divergências, sobretudo entre Harrison e McCartney. Isso sem contar com a presença constante e inconveniente de Yoko Ono nos estúdios de gravação. Mas nem só de confusão é feito um discaço como esse. “While My guitar gently weeps” conta com os solos do eterno deus da guitarra Eric Clapton, segundo depoimentos, a presença de Clapton deu uma melhorada no clima do ambiente.

Esse disco também conta com as músicas feitas para animais “Blackbird” (na verdade é uma metáfora contra o racismo), “Piggies” e “Martha My dear” (homenagem de McCartney a sua cadela homônima).
Foi a partir desse álbum que McCartney começou a querer criar asas, tanto prova que “Blackbird” ele não conta com a ajuda de nenhum dos Beatles, toca a bateria de “Back in the USSR” (no melhor estilo Beach Boys) e “Why don’t we do it in the Road” (McCartney toca tudo só nessa canção, algo que o próprio faria em 70 no seu disco de estréia solo).
Esse disco conta como primeiro Heavy metal da história “Helter Skelter”, que foi a fonte de inspiração de Charles Mason ao esfaquear a esposa de Roman Polansky. “Sexy sadie”, que é uma crítica ao antigo guru espiritual, que só queria ganhar uma grana com os Beatles e transar com as seguidoras da seita, notem que as notas e o piano foram inspiração para o Radiohead em sua excelente “Karma Police”.

Maharishi…   mim quer dinheiro Mr. Fab Four.

Eu costumo a dizer que o “White abum” é a verdadeira bíblia do rock, nele você encontra de tudo, desde heavy metal, reggae “ob La di ob La da”, coutry, blues, rock n roll, progressivo “Long long long” (que é a cara do Dark side of the moon), até mesmo um pouco de punk (basta ouvir um trecho de “Birthday” que antecede a parte cantada por Lennon “Yes we going to a party party”, reparem que é bem Sex pistols) e etc.. Um fato curioso que eu não sabia, é que canções como "Jealous Guy" (Lennon) , "Junk" (McCartney) e "Not Guilty" (Harrison), faziam parte das canções do disco, entretanto não foram usadas.


Beatles em 68, maduros ao extremo

O álbum branco é um disco para se ter em casa, guardadinho na coleção, e que deverá ser sacado nas horas em que o ouvinte se achar entediado com o rock atual. Outra peculiaridade que eu digo, esse é um digo para se ouvir a cada 10 anos, você irá enxergar algo novo e diferente em cada audição.

criado por blimbou    10:11 — Arquivado em: Sem categoria

18/11/08

Morre lenda da Bateria

Morreu esta semana um dos bateristas mais velozes e viscerais que já vi, Mitch Mithcel. Mitchel ficou conhecido por fazer parte do "Experience", banda chefiada por Jimi Hendrix no final dos anos 60.

Lembro-me que Mitchel me marcou muito quando assiste a performance dele com Hendrix no Woodstock, o cara arrebentava mesmo. Nesse mesmo ano Mitchel fez parte da banda relâmpago The Dirty Mac, composta por John Lennon , Eric Clapton e Keith Richards, para tocar no "improviso" "Yer Blues" do Beatles durante o especial de tv dos Stones chamado "Rock n roll circus".

Fica a homenagem a este baterista que sabia tocar coordenamente, com rapidez e fúria (quando preciso).

Long live Micthel

criado por blimbou    12:50 — Arquivado em: Sem categoria

8/11/08

Mother Mother - O my heart (2008)

Experimentei ouvir uma banda indicada por um amigo meu, era uma tal de Mother Mother do Canadá. Eu me perguntei, o que tem no Canadá ? Bem Johnson ? “Syrup” (seiva de uma árvore típica de lá) ? Família Baldwin ? Tem também Mother Mother.

Apesar do nome indigesto, o quinteto canadense lançou recentemente o seu segundo disco (o primeiro é de 2005), um ótimo disco por sinal. O estilo do grupo lembra um pouco o Franz Ferdinand e Kayser Chiefs, entretanto o seu diferencial está nas suas vocalizações muito bem trabalhadas graças às presenças femininas do grupo, o que confere um ar B-52’s de ser, isso sem contar com o excelente trabalho de produção e de instrumentalização das canções, o que tira o grupo do ponto comum.


Mother Mother ao vivo

O disco abre com “O my heart” que de cara já pede para ser um grande sucesso, que tem uma batida disco, e é marcada pelos backing vocals bem descontraídos. Gostei muito de uma canção chamada “Body of years”, é realmente da pesada, o seu refrão cola a ferro e fogo na mente, a levada dessa canção e de outras lembram o estilo dos Pixies, mas sem querer ser agressivos como o grupo de Black e com direito a psicodelismo sessentista. “Wisdom” é uma canção em que se tem vontade de se pegar um violão e aprender a tocá-la após a primeira audição de tão legal e alegre que é, “Body” seria a que mais se aproxima ao estilo Kayser Chiefs de ser. Uma das minhas favoritas é “Ghosting”, trata-se de uma canção que não tem refrão um propriamente dito, e sua atmosfera própria e vocalizações tornam essa canção única.

"O my heart" é um disco que vale realmente a pena, boas canções e excelente produção.

O peixe da capa, acredito que seja um clupeídeo (sardinha).

criado por blimbou    8:39 — Arquivado em: Sem categoria

3/11/08

Finados do Rock

Ontem foi 2 de Novembro, o conhecido "dia de finados". Dia feito para se recordar aqueles que já partiram dessa para melhor (ou para pior), dia de lembrar bons momentos ou dívidas que algum pilantra deixou em vida.
É partindo desse pressuposto que resolvi prestar uma breve homenagem aos rockers que já se foram.

Ritchie Valens, o lendário vocalista do grupo "Los Lobos", que eternizou a canção "La bamba" e até virou, morreu em um trágico acidente de avião que levou junto uma das grandes promessas do Rockabilly, o sr. Buddy Holly.


Bora bailar La Bamba

Outro falecido que quero lembrar é o excelente guitarrista Steve Ray Vaughan. Ele resolveu pegar uma carona de helicóptero, na única vaga que faltava, e morreu no começo dos anos 90. Vaughan foi descoberto casualmente por David Bowie, que o colocou para tocar guitarra do discaço "Let’s dance". Vaughan tinha tanto prestígio, que chegou a ter Jeff Beck fazendo base para ele em performances ao vivo (basta conferir no youtube).


Steve Ray, um dos maiores guitarristas que já passou por aqui

Recentemente o rock lamentou a morte de Richard Wright (tecladista do Pink Floyd), com essa morte, já perdemos as chances de ver o Pink com sua escalação máxima. Uns anos atrás, foi Barrett que partiu, a diferença é que Barrett já nem sabia mais o que era uma guitarra, e pouco poderia contribuir para um revival.

George Harrison, pouco antes de morrer, deixou um excelente disco "Brainwashed", que teria todos os elementos para ser um disco para baixo ou mórbido, mas ao contrário do que poderia se esperar, é rock da melhor qualidade.

Um outro finado que vira e mexe é lembrado, mais pela sua aparência, do que seu talento (na verdade não tinha nenhum), foi o senhor Sid Vicious. Sid contribuiu único e exclisivamente na questão fashion do punk, isso é inegável, mas que ele era um Zero à esquerda, isso também era inegável.


Sid Vicious, "só fazia a capa"!

Tem também os que se foram em virtude de crimes, como Lennon e Brian Jones. Os que morreram por causa de drogas ou bebidas como Hendrix, Joplin, Elvis.. a lista é grande.

Para todos eles, gênios ou babacas, oportunistas ou talentosos…
"Rest in Peace"

criado por blimbou    16:59 — Arquivado em: Sem categoria
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://blognroll.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.