9/10/08

Skank - Estandarte (2008)

Há muitos anos atrás, quando mencionavam o nome "Skank" perto de mim, era como cuspir na minha cara. Uma banda que fazia músicas chatas e de "gafieira" (só lembrar de "garota nacional" e "esmola", essa da esmola era o fim…). Em 2000, Samuel Rosa e cia começaram a dar uma guinada no estilo com "Maquinara", aí começou a despertar a minha atenção com canções como "Canção noturna" e "três lados". Mas foi com Cosmotron (2003), que esse blogueiro passou a defender com unhas e dentes o patrimônio nacional, em Cosmotron, o Skank provou que não era necessário se sair do Brasil ou se cantar em inglês para se fazer rock com qualidade.

No ano passado, o Skank figurou com o seu bom disco "Carrossel", que já apresentava influências como de Beach boys a Beatles. Mesmo com as notáveis influências, Rosa e cia conseguem deixar sua marca, que torna o som deles inconfundível. Isso porque os caras, são bons instrumentistas e sabem trabalhar como poucos no Brasil, a melodia das canções.

Agora em 2008, os caras lançaram o EXCELENTE "Estandarte", cheio de efeitos e guitarras legais no melhor estilo Talking Heads (a levada predomina na maioria das canções), o dá um ar mais arrojado para as canções.
O disco abre com "Pára raio", que de cara mostra um Skank dizendo que sabe conceber rock com trio de metais (Só me lembro de "Got to get into my life" ter conseguido essa fusão tão perfeita).
"Ainda gosto dela" com parceria com Negra Li, é uma balada muito legal e que é digna de se ouvir inúmeras vezes, certamente será um dos hits do cd.
"Noite de um Verão qualquer" (com uma batida no estilo "coming up") é outra, que sem recorrer à batidas rápidas ou riffs regados de Overdrive, consegue mostrar como o rock pode ser simples e nada barulhento, e de quebra agradável para qualquer ambiente e situação.
"Sutilmente" é uma balada muito bonita e bem sutil, e que cumpre todos os requisitos de uma boa canção pop.
"Notícias do submundo" é que lembra um pouco aquele estilão de cosmotron, entretanto, as guitarras estão com uma sonoridade mais próximas do Indie (Strokes e Interpol).
O disco termina com "Renascença", que é uma das quatro canções com parceria com Nando Reis. Rock com uma guitarra com leve ar de surf music.


Esses caras são bons pra caramba. Ai de quem falar mal!

A bela capa ( e que capa da pesada mesmo!) foi feita por Rafael Silveira.
Saldo final…   "Estandarte"  é um disco digno de ser ter original na  coleção. Excelente mesmo, caso raro no rock tupiniquim!

criado por blimbou    16:05 — Arquivado em: Sem categoria

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