28/10/08

Quero ser David Bowie

Em 1972, surge no mundo musical um ser extraterrestre chamado "Ziggy Stardust", um ser andrógino (cujas características sexuais são ambíguas. Esse ser estava acompanhado de músicos denominados "Aranhas de marte", o glam rock e o rock não foram mais os mesmos após essa invasão.
Quando o Bowie criou o personagem, jamais imaginava que a teatralidade dos seus show, musicalidade e a caracterização dele iria influenciar tanto o que viria depois.

Ziggy Stardust em sua passagem pelo nosso planeta

Ao final da bem sucedida turnê, Bowie aposentou o personagem e passou a encarnar novos visuais na carreira. Muita gente pirou com essas figuras emblemáticas criadas por Bowie, gente como Bauhaus, Duran Duran, The Psychedelic Furs, Boy George, Placebo, Marilyn Manson e etc..


The Psychedelic Furs, somos "Bowieanos" e não andróginos !

Em 1999, eu ouvi a trilha sonora de um filme merreca chamado "Segundas intenções" que uma ex-namorada minha insistia em me empurrar, o principal destaque era uma canção chamada "Every you and every me" do grupo Placebo, quando vi o clipe, não sabia se Brian Molko era um homem ou uma mulher…  até hoje vivo essa dúvida (brincadeira gente rsrsrs).


Brian Molko é o rapaz do centro

Bowie até chegou a cantar ao vivo com o Placebo, isso deve ter sido a glória para eles. Seria a mesma coisa que Lennon cantar em um show do Oasis.

Dentre as figuras influenciadas mais recentes, destaco o que levou o conceito de androgenia e estilão de Ziggy Stardust de ser ao pé da letra, que foi o senhor Marilyn Manson.


Este ser se chama Marilyn Manson…

Ser Bowie é isso, uma "Metamorfose ambulante", que muda as formas e o som, e mesmo assim consegue ser reconhecido por suas marcas musicais e artísticas, seja nele próprio, em seus trabalhos ou em quem ele influenciou.

Long Live Bowie

criado por blimbou    15:52 — Arquivado em: Sem categoria

25/10/08

Exceção nº 2

Olá amigos!

Escapando mais uma vez da temática do blog, resolvi abrir um espaço para questões pessoais.
Hoje foi o dia da minha formatura, e resolvi postar uma foto minha como novo engenheiro de pesca.

Eu e o meu pai

Abraços a todos

criado por blimbou    0:25 — Arquivado em: Sem categoria

19/10/08

A diferença entre peso e barulho

Muito se fala sobre rock pesado, bandas, sons, discos e etc.. Mas o que de fato seria o rock pesado? Seria um grito? Batidas mais fortes e mais rápidas que o usual? Ou um solo veloz seguido de riffs com efeitos distorcidos?
Na minha opinião, nem tudo que parece pesado, é de fato pesado. Muitos confundem peso com barulho no rock, e nem sempre essas duas coisas andam juntas. Acho perfeitamente possível peso sem barulho, e vice versa.
Primeiro, temos que saber como começou a aparecer o tal “rock pesado”, o próprios Beatles chegaram a impor um pouco de batidas mais fortes, mas mesmo assim, ainda estava muito próximo das vertentes da época. Os Stones foram bem mais transgressores que o fab four, tanto nas letras quanto nas canções, basta se conferir canções, por exemplo, como “Get off of my cloud” e a versão cover para “She Said yeah”, nas quais os vocais de Jagger se encaixam perfeitamente com as batidas e levadas bem fortes para época. The Yardbirds (com Clapton na guitarra, e posteriormente com Jeff Beck), contribuíram para os contornos do peso no rock, em canções como “For your Love”, “Train kept a rollin” e “Evil hearted you”, o grande diferencial deles eram as guitarras, que conseguiam ser agressivas sem ter que recorrer ao desespero das guitarras com batidas em todas cordas com uma fúria desnecessária que se vê atualmente em bandas como Slipknot e System of a Down.
Dentre as bandas que surgiram na efervescência do “yeah yeah yeah” de 60, foi o The Kinks com suas “You really got me” e “I need you”, que me fizeram enxergar que a guitarra elétrica tem um poder de dar força e impor a canção, e não simplesmente querer estourar os tímpanos de quem ouvi ou queimar amplificador do stereo.


The Kinks …     forever and ever.

Durante esses mesmos anos 60, começou a surgir gente que fazia peso junto com barulho, lei-se Jimi Hendrix, Cream e The Who. A banda Daltrey era um show a parte, os caras além de fazer shows da pesada, quebravam tudo, afinal Towsehend foi o primeiro guitarrista da história a quebrar uma guitarra.
MC5 e The Stooges, são pra mim, os grandes exemplos de peso na sua plena forma. Além de dar o ponta pé inicial para o punk, essas duas bandas eram cercadas de polêmica e performances loucas, tudo o que um bom ídolo precisa. Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabath, são de imediato os primeiros exemplos que um fãs de Heavy metal (que gosta das origens do metal) associa imediatamente ao rock pesado, na verdade esse três (não desmerecendo ninguém) pegaram uma senhora carona no que muita gente já vinha fazendo antes, muitos esquecem um bandaço chamado Motorhead. Essas bases do metal tiveram um “turning point” em 1968 chamado “Helter Skelter”.


Iron Maiden e suas 3 guitarras inúteis, coisas de "Poser"

O pior é quando se trata de fãs mais recentes, os exemplos iniciais são Iron Maiden, Metallica, Sepultura e etc..Na minha opinião, o que a maioria das bandas de heavy metal faz é barulho, na sua mais plena forma. Solos de guitarra rápidos (graças às pedaleiras de hoje, até eu me torno num Billy the kyd das guitarras), baterias querendo ser mais rápidas que as guitarras e vocalistas querendo alcançar agudos impossíveis.

Lembro-me de uma vez estar ouvindo Television “Marquee moon”, e disse “Esse é da pesada!”, e um conhecido riu. Acho que ele esperava ouvir guitarras no maior volume, regadas de overdrive. Será que é tão difícil entender que o peso, é a riff na hora e com uma virada de bateria certa, ou com um contrabaixo bem imponente, cujas bases dão a levada que a música precisa. Strokes é um exemplo, apesar do formato instrumental altamente básico e limitado do grupo, eles conseguem ter o seu peso na medida certa. Ao contrário de um Angra, que tenta com batidas rápidas e os gritinhos do vocal, passar a falsa idéia de peso.
Até um cara que eu não ouço como o Marylin Manson, eu reconheço que faz peso, os vocais cavernosos de Manson, associados à banda, dão o “peso” que as músicas dele precisam. Exemplo recente que mistura as coisas, mas ainda fazem peso, é o System of down.

Enfim, nem tudo que é peso é barulho, e nem tudo que é barulho é peso.

criado por blimbou    19:13 — Arquivado em: Sem categoria

13/10/08

Pink Floyd - Relics (1971)

Em face do recente falecimento do tecladista Richard Wright, decide prestar uma singela homenagem a esta super banda chamada Pink Floyd. Sei que pode parecer injusto ou picaretagem comentar um disco que é na verdade uma coletânea. "Relics" não é qualquer coletânea, e sim uma reunião de raridades que figuraram singles e lados B de singles nos tempos áureus de Syd Barrett.

Eu tive esse disco com essa capa (com duas máscaras diferentes, uma na frente e outra atrás), existem outras 2 capas, uma em preto e branco com um desenho feito pelo baterista Nick Mason (herança de sua formação na escola de arquitetura) com uma ilustração de um instrumento louco, e outra com um mapa e uma bússula no centro cercada de dobrões de ouro (acho que era alguma concepção de mercantilismo dos tempos das grandes navegações). Anos depois, a capa que havia sido desenhada por Mason, ganhou forma e cores graças ao artista  Storm Thorgerson.

"Relics" conta com músicas conceituais do início da carreira do Pink como "Bike", "Arnold Layne" e "See Emily play", exemplos clássicos de puro experimentalismo e rock n roll. Esse disco conta com uma canção de Waters nunca lançada até então chamada "Biding my time".


Um belo momento com Barrett.

"Relics" não se trata apenas de uma compilação, e sim, de um resgate do Pink Floyd que muitos não conhecem. Enquanto a grande maioria insiste em procurar os tijolos do muro, eu me interesso muito mais nas bases que consolidaram isso tudo.

Long Live Barrett, Waters, Wright, Mason e Gilmour (por que não ?)

criado por blimbou    14:58 — Arquivado em: Sem categoria

9/10/08

Skank - Estandarte (2008)

Há muitos anos atrás, quando mencionavam o nome "Skank" perto de mim, era como cuspir na minha cara. Uma banda que fazia músicas chatas e de "gafieira" (só lembrar de "garota nacional" e "esmola", essa da esmola era o fim…). Em 2000, Samuel Rosa e cia começaram a dar uma guinada no estilo com "Maquinara", aí começou a despertar a minha atenção com canções como "Canção noturna" e "três lados". Mas foi com Cosmotron (2003), que esse blogueiro passou a defender com unhas e dentes o patrimônio nacional, em Cosmotron, o Skank provou que não era necessário se sair do Brasil ou se cantar em inglês para se fazer rock com qualidade.

No ano passado, o Skank figurou com o seu bom disco "Carrossel", que já apresentava influências como de Beach boys a Beatles. Mesmo com as notáveis influências, Rosa e cia conseguem deixar sua marca, que torna o som deles inconfundível. Isso porque os caras, são bons instrumentistas e sabem trabalhar como poucos no Brasil, a melodia das canções.

Agora em 2008, os caras lançaram o EXCELENTE "Estandarte", cheio de efeitos e guitarras legais no melhor estilo Talking Heads (a levada predomina na maioria das canções), o dá um ar mais arrojado para as canções.
O disco abre com "Pára raio", que de cara mostra um Skank dizendo que sabe conceber rock com trio de metais (Só me lembro de "Got to get into my life" ter conseguido essa fusão tão perfeita).
"Ainda gosto dela" com parceria com Negra Li, é uma balada muito legal e que é digna de se ouvir inúmeras vezes, certamente será um dos hits do cd.
"Noite de um Verão qualquer" (com uma batida no estilo "coming up") é outra, que sem recorrer à batidas rápidas ou riffs regados de Overdrive, consegue mostrar como o rock pode ser simples e nada barulhento, e de quebra agradável para qualquer ambiente e situação.
"Sutilmente" é uma balada muito bonita e bem sutil, e que cumpre todos os requisitos de uma boa canção pop.
"Notícias do submundo" é que lembra um pouco aquele estilão de cosmotron, entretanto, as guitarras estão com uma sonoridade mais próximas do Indie (Strokes e Interpol).
O disco termina com "Renascença", que é uma das quatro canções com parceria com Nando Reis. Rock com uma guitarra com leve ar de surf music.


Esses caras são bons pra caramba. Ai de quem falar mal!

A bela capa ( e que capa da pesada mesmo!) foi feita por Rafael Silveira.
Saldo final…   "Estandarte"  é um disco digno de ser ter original na  coleção. Excelente mesmo, caso raro no rock tupiniquim!

criado por blimbou    16:05 — Arquivado em: Sem categoria

2/10/08

Isto é apenas After-Math…

Em 1966, os Stones lançaram o disco que colocou Jagger e Richards entre os grandes compositores do rock nos anos 60. After-Math foi o quarto disco dos Stones na Inglaterra e o sexto nos EUA, nessa época era muito comum as capas serem diferentes e terem músicas diferentes, isso devido os diferentes distribuidores da gravadora entre os países, e outra curiosidade é que os americanos incluiam faixas de singles e ordenavam as canções de acordo com a sua vontade, o mesmo acontecia com os Beatles, como exemplo: "A hard day’s night" no Brasil era chamado de "Os reis do ie ie ie".


Capa americana de After-math, sem Photoshop , lógico

A versão norte americana conta com "Paint it black" na abertura do disco, enquanto que a britânica "Mother’s little helper", e conta também com "Take it or leave it" e "What to do". Esse disco conta também com a eterna obra de arte "I am waiting".

O disco de estréia de Raul Seixas de 1973 (isso mesmo!), tem a sua capa um tanto quanto "After-mathiana", afinal, Seixas é especialista, mestre, doutor e pós doutor em copiar coisas dos outros (isso sem falar em se apoderar de uma canção de domínio público, como fez em "Eu nasci há 10.000 anos atrás").


"El clone"…   Esse Raulzito era danado mesmo.

After-math já apresentava as primeiras experimentações psicodélicas dos Stones "Goin Home", que já começa a misturar o seu ritmo e blues com as maluquices dos anos 60.


Foto tirada no New Musical Express

Esse disco fez (e ainda faz) a minha cabeça, vale a pena ter e ouvir, altamente recomendável.
E aos que torcem o nariz, não é nesse disco que tem "Satisfaction".
criado por blimbou    10:30 — Arquivado em: Sem categoria
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://blognroll.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.