29/7/08

Thom Yorke - The Eraser (2006)

Em 2006, o líder e vocalista do Radiohead, Thom Yorke surpreendeu muita gente ao lançar seu primeiro disco solo (inclusive a mim que só tive conhecimento desse disco na semana passada!). "The Eraser" é na verdade uma compilação de sobras do Radiohead com canções novas de Yorke, cheias de samples e recursos eletrônicos bem experimentais, algo que já vinha sendo praticado pelo próprio Yorke no Radiohead. Outra informação é que este disco só foi lançado no reino unido , nos EUA e no Canadá, e rendeu a Yorke o Grammy de 2007 de melhor disco alternativo.

O Álbum abre com "Analiyze", canção que fechou os créditos do filme "O grande truque" de Cristopher Nolan, Yorke lembra o estilo "Kid A" nessa canção. "And it rained All night" segue a mesma linha de "Analize", teclados e batidas eletrônicas bem leves, esse flerte de Yorke com o som eletrônico já é antigo "Idioteque" era um exemplo disso. "Black Swan" (uma sobra de Kid A), figura na trilha de "O Homem duplo". " Cymbal Rush" apresenta uma melodia bela e poética, apesar do instrumental estar descompassado. "Harrodown Hill" talvez seria a canção mais indicada para se figurar nas FM, tem refrões mais orgânicos como já vistos em algumas canções de "Hail to the thief".

Yorke ao gravar esse discaço nos deu uma prévia de "In Rainbows", demonstrou quais as suas características são as que compõem o som do Radiohead, e de quebra mostrou como se criar canções a partir de samples e teclados, sem ter que ficar parecendo com alguma canção pré existente.

criado por blimbou    20:08 — Arquivado em: Sem categoria

23/7/08

R.E.M. Accelerate (2008)

Michael Stipe e cia deram uma acelerada nesse bom disco lançado recentemente. Justo num momento em que só se fala de Coldplay "viva la vida", o REM vem nesse disco utilizado a mesma fórmula que deu certo em "Automatic for the people" e "Reveal".

De cara o cd abre com pesada (peso é diferente de barulho) "Living well is the best", mostra um vocal rápido e objetivo de Stipe. Canção tão visceral como essa nos disco do REM eu não via desde "Finnest worksong".  A música seguinte "Man sized wreath", vem com riffs de guitarras bem carregados e os backing vocals que sempre marcaram os grandes sucessos do REM.

"Supernatural superserious" mantém a sequência nos mesmos moldes das anteriores, entretanto com uma levada um pouco mais pop, cujos refrões remetem ao REM de 80. "Hollow man" é um falso momento em que o ouvinte pensa que a agitação do disco parou, quando de repente a música se transforma no meio, e retoma a linha lógica do disco. A quebra ocorre com a canção "Houston", o que esfria um pouco. Se fosse nos tempos do vinil, essa canção certamente fecharia o lado A.

"Accelerate" além de dar título ao álbum, é uma das mais legais canções do disco, cheia de guitarras legais. "Until the day is done" é na verdade uma tentativa de revisitar "Nightswimming" de "Automatic for the people", assim como "Houston" não se encaixou nesse disco.

"Horse to water" chega a lembrar um pouco a letra rápida de "is the end of the world…" . "I’m gonna Dj" fecha este bom disco do REM da mesma forma que começou, com guitarras e vocais ágeis de Stipe.

Mesmo com pouca inovação, o REM consegue ainda ser REM, mesmo revistando as suas antigas fórmulas e estilos, diferentemente do U2 que há tempos não é mais o mesmo.

criado por blimbou    21:05 — Arquivado em: Sem categoria

12/7/08

13 de julho… dia mundial do rock

Essa data foi escolhida como dia mundial do rock em virtude de um festival intercional chamado "LIve Aid", realizado na mesma data em 1985 em diferentes países, com shows de grupos como U2, Queen, Simple Minds, Tears for fears, Paul Mccartney, the who, Prince e etc.. O principal objetivo do concerto era arrecadar donativos para ajudar as vítimas da fome da etiópia. Em comemoração a esta data, resolvi fazer um resuminho sobre o eterno rock n roll…

Voltando um pouco no tempo, o rock surgiu nos anos 50 com o estilo Rhythm and Blues (blues mais acelerado), e posteriormente ganhou ingredientes do country e do jazz. O termo rock n roll surgiu em 1953 quando o Dj Alan Freed denominou o estilo inspirado no título de um blues de 1922 chamado "My baby she rocks me with steady roll"  (Minha gata me embala com um ritmo constante), dá pra se ver que é uma clara analogia ao sexo. Foi também na década de 50 que surgiu um dos maiores ícones da música, Elvis Presley.

A década de 60 foi marcada pela invasão britânica comandada por Beatles e Rolling Stones. Foi nessa década também que surgiram grandes instrumentistas como Eric Clapton e Jimi Hendrix. Essa também foi a década que eu considero definitiva para tudo que veio depois no rock, a psicodelia implementada por Lennon e Mccartney, Jefferson Airplane, Pink Floyd, , the kinks, the doors, Jimi Hendrix, The Who, Bob Dylan, Cream e etc. foi determinante para deixar moldes para as tendências que vieram a seguir.

A década  de 70 foi marcada pelos dinossauros do progressivo (Yes, King Crimson, Van Der Graaf, Genesis, ELP e etc), Glam Rock (T rex, David Bowie, Big Star), Discoteca (muitos radicais torcem não só o nariz como a cara inteira para essa vertente) e o Punk (Sex pistols, Buzzcocks, the clash, Ramones, X , etc).

O anos 80 já foi marcado pelo pop influenciado pelo punk e pela disco music, foi um período que marcou muita gente no Brasil, sobretudo pela dificuldade em se adquirir discos na época. U2, the cure, simple minds, duran duran, Jesus and Mary chain e new order eram exemplos comuns dessa época que imperavam nas rádios fm, todo fã que se presava tinha sua fita k7 (geralmente uma TDK rsrs) para gravar as canções em tempo real  com direito a comercial e a comentários do radialista (o advento do mp3 quebrou um galhão, os jovens de hoje não fazem idéia de como era difícil se conseguir canções).

Anos 90 marcado pelo grunge e britpop, bandas como Nirvana, Oasis, Blur, Radiohead e the verve comandaram nessa década. Destaque para os feios do  Radiohead que nos presenteou com duas obras de artes denominadas "ok computer" e "Kid A", em plena década de 90 o rocl ainda era capaz de criar álbuns concetuais, e eu que pensava que isso tinha ficado esquecido na década de 70.

Anos 00, é a atual década…   os destaques são poucos como Franz Ferdinand, The Strokes (o melhor dessa geração), White Stripes e interpol. O estilo predominante e mais interessante é o indie ( eu me recuso a citar essa merda de EMO!).

Ao longo das últimas 6 décadas, o rock tem se transformado bastante (na verdade, na maioria dos casos se reinventando). O rock não é meramente um estilo musical, e sim um estilo de vida, que curte simplesmente vive o rock. Um estilo contestador e que fez e sempre fará a cabeça de muita gente.

LONG LIVE ROCK

criado por blimbou    23:52 — Arquivado em: Sem categoria

6/7/08

Amy Winehouse - Back to Black (2006)

Diz o ditado "Nunca julgue um livro pela sua capa", no mundo da música muitos dos grandes discos tinham capas que eram realmente obras de arte, e que por si só já gabaritavam o disco. Bandas como Yes, Beatles e Pink Floyd que o digam. Eu já cometi essa tolice, de julgar um disco por sua capa ou um cantor por sua aparência.

Em se tratando de Amy Winehouse, não pensem que eu a julguei pela capa do cd. Pelo contrário, eu nem sabia como era capa do cd até então, na minha cabeça Amy Winehouse era a mesma farinha que enchia o saco com outras farinhas como Rihana, Fergie, Beyonce e etm (entre outras merdas rsrs). O fato de ver o nome de Amy veiculado em meios relacionados à cultura pop atual, me fez achar que ela era da tal farinha maldita. Entretanto… para a minha surpresa ( e que notável surpresa!), Amy Winehouse é uma cantora como há muito tempo eu não via. Tem uma das vozes mais belas e marcantes desses últimos anos, isso sem contar com as músicas muito bem arranjadas pela sua banda igualmente talentosa.

"Back to black" é o disco em destaque desse post, foi lançado em 2006, e eu só vim conhecer com 2 anos de atraso (baixei nesta quinta). Pelo menos no mundo da música, nunca é tarde para se ouvir ou descobrir coisas boas.

Além da canção que dá nome ao disco, destaco para vocês outras do álbum como "Tears dry on their own", "Valerie"(da pesada!), "Me and mr. Jones" e "Rehab".

Amy revitaliza e torna ao alcance dos mais jovens um estilo de jazz que havia ficado para trás com Sarah Vaugham e Billy Hollyday. Pena que proporcionalmente ao talento de Amy, é a sua capacidade de se envolver em confusão, drogas, brigas, shows grogue, anorexia, ematomas e etc, são as palavras que resumem a conturbada vida particular dessa figura com voz de negra e cabelo estilo anos 60 "american way of life".

Ainda não ouvi o primeiro disco dela "Frank" de 2003, espero que seja um material tão agradável e interessante como "Back to black". Realmente, a música ainda tem coisa boa para oferecer .

Long live Amy Winehouse!

criado por blimbou    23:22 — Arquivado em: Sem categoria
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