19/6/08
ROCK N ROLL RACING - 1993/94

Lançado em 1993 para Supernintendo e em 1994 para Mega drive, esse jogaço de corrida foi (até onde eu sei) o primeiro game a conter canções consagradas do bom e velho rock n roll em sua trilha sonora. Diferentes personagens, diferentes carros, armas , pistas destruidoras e etc., tornavam esse game altamente emocionante e divertido, em virtude da alta rotatividade dos carros e a incerteza de que a corrida só estaria ganha depois de cruzada a linha.
Rock n roll racing inaugorou um estilo de game de corrida no qual era possível sabotar e destruir os oponentes, o que foi copiado posteriormente pelo game "twisted metal" para Playstation 1. Lembro-me que esse jogo foi uma febre na época, e era muito legal passar horas se matando e ouvindo os sons bacanas do game. A trilha apesar de ser toda instrumental (uma limitação dos 16 bits da época) dava um toque a mais no jogo.

A trilha contava com "Born to be wild" do Stenppenwolf, "paranoid" Black Sabbath e "Higway star" do Deep Purple. Também cotava com canções de gente que eu não conheço como Henri Mancini "Peter Gunn Theme", George Thorogood "Bad To The Bone" e Golden Earing "Radar Love " (que tocava somente na versão para Mega drive).
A Blizzard (produtora do game) chegou a desenvolver uma continuação do game para Playstation 1, mas retirou a versão do mercado, resta a espectativa de ver uma nova versão nos consoles atuais em face da febre de remakes que vem acontecendo ultimante. Esse game fez escola, graças a ele temos os jogos com suas trilhas sonoras e etc.. Guitar heros e derivados agradecem.
LONG LIVE ROCK N ROLL RACING!
16/6/08
Eis o álbum que marcou o retorno triunfal de Reed ao cenário musical, sendo este e "Berlin" seus álbuns mais cultuados pela crítica especializada em sua fase pós Velvet underground. Com apoio incondicional de David Bowie, que além de tirar Reed do ostracismo, produziu este disco e fez vocalizações em canções como as que se ouve no final de "Satellite of love". Ajudar roqueiros sempre foi uma prática de Bowie, Iggy Pop que o diga.
Outra canção marcante é "Perfect day", a qual teve uma versão cover do Duran Duran e figurou na trilha sonora de "Trainspotting". Além do apoio de Bowie nos backing vocals, a banda montada para este disco também tem Mike Ronsom (umas das aranhas de marte de Ziggy Stardust!) solando as guitarras desse disco clássico . Destaque para a clássica "Walk on the wild side". "Transformer" é bem rock n roll com suas levadas de guitarra legais, Reed como sempre tem em seu vocal algo único e inimitável.
A capa em destaque é de uma edição especial lançada em 2002 (se eu não me engano), a qual contém faixas bônus (pena que eu não tenho…), mas a que eu tenho é a versão clássica que é da pesada de qualquer forma.
10/6/08

Eu sei que sou suspeito para falar de Coldplay, quem me conhece sabe logo de que cara o que pode vir a seguir no texto sobre os discos deles. Já ouvi todos os discos, isso mesmo, Parachuttes, A rush of blood to the head e X & Y, e em todos fiquem com a impressão de estar ouvindo a mesma coisa, gerando um saldo de meia dúzia de músicas interessantes. Seria até interessante que a banda de Martin resolvesse fazer um álbum triplo contendo os 3 discos anteriores.
Aproveitando a febre que sempre segue os lançamentos do Coldplay (gostaria de enetender todo esse frisson), eu baixei o cd (que coisa feia… de novo!), para conferir a tal "inovação" que a banda está fazendo em seu som. De fato, mudou alguma coisa na parte instrumental, as guitarras tentam se parecer com as de Greenwood (radiohead) e The Edge (U2), a bateria em alguns casos lembra um Franz Ferdinand e em outros o Keane (influencia das novidades), isso sem contar com arranjos que lembram o eterno rock progressivo (lembra de muuuuuito longe viu, não achem que esse disco é o novo Fragile). Fora essas mudanças não tão significativas, o vocal de Martin continua chorão, fresco e irritante, o que faz o Coldplay soar algo como "Mais do mesmo" (não querendo parafrasear ou provocar a Legião Urbana, mas já parafraseando e provocando).
Apesar das minhas queixas, o disco tem um saldo final razoável (beirando o fraco), pode se ouvir umas vezes e depois deixá-lo guardado em alguma pasta do seu pc. Apesar de todos os pesares, mediante a tanta coisa que surge na música e no rock, é bem melhor se decepcionar um pouco (no meu caso, mais uma vez) com um Coldplay do que se irritar com 20 bandas novas querendo ser um Strokes. Enfim, este álbum funciona muito bem para aqueles fãs que curtem muito o Coldplay e que estão na carência de material novo ( e que carência).
Antes que eu me esqueça, a capa é muito bonita e chega a dar uma boa impressão ao disco.
8/6/08

Disco pesado o qual o Purple mostra como se fazer rock pesado sem ser barulhento. Ian Guilan inaugura os vocais de heavy metal como o conhecemos, seus gritos são usados até hoje de maneira inflacionada pelas bandas de metal e até mesmo satirizado pelo Massacration em 2005.
Ritchie Blackmore assombrava com sua guitarra veloz e habilidosa, John lord mostrava como os teclados poderiam ser inroduzidos ao hard rock e Ian Paice detona com a sua bateria com swing único para o Purple. "Speed king", "Child in time", "Into the Fire" e "Flight of the rat" são os hinos.
"In rock" é uma demonstração de como o Purple era um dos gigantes da década de 70 uma época em que dinossauros do rock caminhavam sobre a terra (hoje em dia só se vê lagartinhos correndo de um lado para o outro) , até mesmo a arte da capa ilustra muito bem esse contexto da época.