29/5/08

Across the Universe - OST (2007)

O filme "Across the universe" dirigido pela desconhecida Julie Taymor teve seu destaque na mídia em virtude de sua trilha sonora e história rica em referência ao maior grupo de todos os tempos , Os Beatles.

Se o filme é bom ou não, eu não posso afirmar nada pois ainda não vi, essa função deixarei a cargo do meu amigo Mark para comentar em seu interessante blog de cinema. Coube a mim somente comentar a trilha sonora que "baixei" (que coisa feia hein…) ontem via emule, por sorte foi uma edição dupla especial com 30 canções.

Logo de cara me deparei com 95% dos intérpretes são anônimos, e vi que o nome de Jim Sturgess predominava. Comecei pelo cd 1,  que é aberto pela versão para "Girl" de Rubber Soul, esta versão é cantada pelo ator J. Sturgess. Algo que me irrita profundamente nestas versões covers (o curioso que geralmente quem comete isso são as pessoas que não são do ramo ou são desconhecidos), é a pessoa chorar em vez de cantar, e ficar boa parte da música sem instrumentos de apoio, isso aconteceu - e muito - na trilha do filme "Moulin rouge" nas canções cantadas por Ewan Mcgregor . Geralmente nesses casos os instrumentos aparecem durante a música, o que não salva a versão de Sturgess.

O cd1 segue com as versões covers, mas sem nenhum brilho ou destaque, com exceção para "Blue jay way" e "Flying" do Secret Machines, e a releitura diferente de "come together" de Joe Coker (esse já tem experiência em se tratando de cover dos beatles).

Parti para o cd 2 esperançoso de que as 16 canções restantes tivesse algo mais interessante. Quando li o nome de Bono Vox no playlist, pensei que assim como os demais, ele iria chorar e dar os seu gritinhos, mas não, as versões para "I’m the walrus" e "Lucy in the sky with diamonds" de Bono são de fato boas. Dentre os desconhecidos, gostei muito das versões de Dana Fuchs para "Oh darling", "Helter skelter" e "Don’t let me down". Jim Sturgess tem sua redenção na versão para "strawberry fields forever" e olhe lá! Haja vista que ele conseguiu escangalhar com "something", "revolutuion", "All you need is love".. . e as demais! Ao pesquisar na net, fiquei sabendo que as canções interpretadas (acho que o termo certo deveria ser "em pé trepadas") pelos atores, foi gravada diretamente no set de filmagem, o que justifica as fracas versões e o total despreparo do pessoal envolvido na parte musical, o que demonstra um amadorismo total. A trilha de "Velvet Goldmine" dá uma goleada "Across the universe", simplesmente porque duas superbandas  foram formadas para realizar e pessoal que gostava de rock estava envolvido, isso sem contar que Rhys Meyers e McGregor (sim o mesmo de moulin rouge), dão um show.

Enfim, dentre 30 canções do Fab Four, somente 9 das versões me agradou, o que mostra que a aposta no elenco, e sobretudo na liberdade dada a eles para deixar a sua "marca" nas canções foi o fator determinante para um disco tão fraco. Os beatles não mereciam este tipo de homenagem, talvez o filme tenha algo digno (eu ainda não vi), mas no que diz respeito à trilha, ficou bastante a desejar.

 

criado por blimbou    10:40 — Arquivado em: Sem categoria

20/5/08

Guitarra de 5 cordas !?

Guitar Hero 3 foi lançado em outubro de 2007 para diferentes plataformas, sendo mais popular nos consoles PS2 e XBox. Esse game remete àqueles games de dança que fizeram muito sucesso em arcades, cujos comandos a serem seguidos deslizam pela tela, cabendo ao jogador apertar os respectivos botões na hora certa.

Seguindo esta mesma lógica, o game mistura muitos estilos de rock, canções conhecidas, desconhecidas e exclusivas do game. O interessante do jogo, é que se o jogador errar muito, a platéia vaia e o show acaba. Outro fato, é que a cada erro do jogador, o solo tem uma interrupção, a corda tem um som batido específico de um erro.

Os personagens selecionáveis, são esclusivos do jogo, com exceção de Slash (ex-guns n roses) e Tom Morello (ex- rage against the machine). Os personagens são muito caricatos, o que dá um descrédito ao game. A jogabilidade até que é bem simples, para quem irá tocar uma guitarra de 5 cordas.

O negócio envolvendo essa franquia gira muita grana, não só com a venda dos jogos, faturamento pelos direitos das canções da trilha, como também pela guitarra utilizada no game. A guitarra tem alavanca, 5 botões e um ponto para o jogador imitar o bater da corda, a versão para nintendo wii conta com um efeito que acontece se o jogador dar um inclinada na guitarra. Esses produtos justificam a opção de muitos jogadores pelo pacote original e não por cópias piratas do game.

Apesar do game nao ter me agradado, é válido que ele divulgue o rock para os mais jovens, haja vista que a sua trilha conta com: "sunshiune of your love" cream, "Paint it black" Rolling stones, "anarchy in the uk" sex pistols (versao para o game, que é muito fraca por sinal), "she bangs the drums" Stones roses, "my name is jonas" weezer e etc. O game também conta com entrevistas de algumas bandas que compoem a trilha, como o vídeo em que John Lydon e Steve Jones falam sobre a regração do clássico para o game.

Atualmente existe um concorrente para este game, chamado "Rock band", ssendo que este é multiplayer, isto é, para mais de 2 jogadores. O jogo vem com uma guitarra, bateria, baixo e microfone. Imitando o que seria uma banda completa.

Só vou poder comentar o Rock Band depois que eu jogá-lo…  certamente, irei me restringir à trilha sonora, haja vista que esse estilo de jogo não me agrada mesmo…

Long live Rock… long live games!

criado por blimbou    12:17 — Arquivado em: Sem categoria

17/5/08

Cream - Wheels of fire (1968)

Não são somente as rodas pegam fogo nesse discaço! A guitarra , o baixo e a bateria se destroem em uma sinfonia de puro peso e talento.  O Cream dava cores vivas ao termo "power trio" na época, sobretudo com as suas perfomances incríveis ao vivo.

"Wheels of fire" é um álbum duplo, cujo o primeiro vinil consistia de canções de estúdio inéditas, como o clássico "White room". O segundo disco era uma compilação de uma performance ao vivo, com direito à super versão cover "Crossroads" de Robert Johnson com o vocal de Clapton, e "Toad" que inspirou livremente o Baterista do Led Zeppelin a compor "moby dick".

Esse disco é pra fazer a cabeça de qualquer um. Se você pensa que já ouviu rock antes de ler esse comentário? Estais errado! Ouça "wheels of fire" para saber que até uma bateria tem seu valor em uma música.
Clapton e cia com as suas perfomances ao vivo sacudiram a época, e viraram deuses!

Agradecimentos: Eric "God" Claptons, Jack "Wizard" Bruce e Ginger "Master" Baker!!!

criado por blimbou    17:30 — Arquivado em: Sem categoria

5/5/08

Somente os Beatles e o diamantes são eternos…

Falar do Fab Four sempre é bom, o melhor ainda é usá-lo como exemplo para explicar a sua importância e grandiosidade para a música. Todo mundo sabe que desde que os Beatles apareceram no cenário musical, até mesmo os artitas e grupos pré existentes se deixaram influenciar pelas suas belas canções. Apesar de um filme sobre os Beatles se chamar "Febre de Juventude", o que esses 4 malucos deixaram , não foi instaurar uma febre ou moda para época, e sim, deixar um legado.  E como justificar uma banda que já acabou Há quase 40 anos ainda contagiar tanta gente?

Eu costumo a "profetizar" quando algum grupo não irá pra frente, muitos me contestaram quando eu dizia que o "É o tchan" tinha só mais uns 5 anos de vida. Os (as) babacas que estudavam comigo na época diziam "esses teus Beatles é pra velho ouvir", "nínguem liga para esses caras"…  tolos.  Outra bomba foi um tal de PO Box (foto), que apareceu insistentemente nos programas dominicais da tv brasileira (essa é uma piada à parte). Virgulóides, Cia do pagode, SPC, Armandinho, Só no sapatinho…  Ai deus , é tanto lixo que nem vale a pena lembrar, aposto que nem mesmo os antigos fãs desses atentados radiotivos musicais lembram.

Isso quando o assunto é Brasil, é realmente uma piada musical. Os Los Hermanos pareciam fadados ao mesmo fim do PO Box quando só tocavam "Anna Julia" , e de vez em quando "Primavera". Camelo e cia provaram o seu valor nos discos seguintes, pena que parou atualmente …

Em se tratando de artistas internacionais, a coisa não é tão diferente. Linkin Park (foto), foi uma febre (literalmente) entre os adolescentes que se deixaram enganar pelo estilo pseudo agressivo da banda, que pra piorar tudo mesclaram com a porcaria do Rap norte americano! O sucesso desses caras no Brasil foi uma prova de que o tio sam ainda tem bala na agulha pra empurrar coisas pra gente.

E agora? por onde anda essa gente toda? Linkin park, Korn, the calling, creed e derivados…  ?

A desculpa é o mp3, baixa nas vendas, falta de criatividade, fãs não tão fãs como antes, e etc..

Por isso, eu continuo a dizer:"Somente os Beatles e os diamantes são eternos".

PS.: Essa foto do show no "Rooftop" é da pesada né

criado por blimbou    16:30 — Arquivado em: Sem categoria

4/5/08

Velvet Goldmine (1998)

A década de 90 foi recheada com bandas e discaços, como Radiohead e seu "Ok computer" e Nirvana com o seu "In utero". Entretanto, um filme retrô sobre glam rock e com uma trilha sonora da pesada, mereceu o espaço deste blog. Velvet goldmine foi dirigido por Tood Haynes (mesmo diretor de "Eu não estou lá", sobre Bob Dylan) e que conta com artistas de peso nas faixas do cd.

A revisitação de bandas como T-Rex, Brian Eno,Roxy Music e Lou Reed, é intercalada por bandas da época como Pulp, Placebo e Teenage Fanclub, e pela inserção de 2 bandas fictícias exclusivas dessa trilha . The Venus In furs e Wyld Ratttz, a primeira conta com Thom Yorke e Paul Greenwood (radiohead), Bernard Butler (suede), e com o ator Johnathan Rhys Meyers. A segunda conta com o ator Ewan Mcgregor, Ron Asheton (stooges), Thurston Moore e Steve Shelley (Sonic Youth). The Venus in furs remete mais ao estilo "Bowie" de ser, justamente para dar traços ao persongem Brian Slade (Meyers) que assim como Bowie, também possui um alter ego espacial denominado Maxwell Demon. Enquanto que o Wylde Ratttz é puro Stooges (no sentido literal da palavra), Curt Wylde (Mcgregor) vive uma mistura de Iggy Pop e Mike Ronsom (falecido e excelente ex-guitarrista de Bowie).

Apesar da participação de artistas que não viveram o glam rock de 70, os mesmos conseguiram com muita competência recriar o clima com as suas canções para o filme, sendo algumas exclusivas para o filme como as excelentes músicas da banda Shudder to think, ou em versões covers como "Ladytron"(Roxy Music) por Venus in furs e "20th century boy"(T-Rex) por Placebo.

O ambiente e a história do filme são bastante interessantes, o principal pecado foi o corte de certas canções que tocam no filme, entretanto não estão na primeira edição do cd. Uma outra edição com faixas bonus esteve di´sponível, mas até onde eu sei, somente em lojas de importados. Uma curiosidade, Michael Stipe do R.E.M. foi um dos produtores, percebe-se que só tinha gente que gostave mesmo de rock nessa empreitada. Apesar das referências e homengens claras durante o filme, Bowie foi contra o filme e proibiu o uso de suas canções.

criado por blimbou    22:22 — Arquivado em: Sem categoria

Talking Heads - More stories about buildings…

 

O segundo disco da banda de David Byrne, lançado originalmente em 1979,  traz uma nova abordagem para o estilo da banda, a qual já era inovadora para o rock da época. Com os sintetizadores e a produção de Brian Eno (ex-roxy music), o Talking Heads toma novas formas com os efeitos arrumados por Eno. 

O  som dos Talking Heads soa "disco" mas não dançante , soa "punk" mas não agressivo. E neste álbum soa  "eletrônico",  mas não techno o suficiente para ser confundido com o Kraftwerk. Em resumo, soa como único e altamente conceitual.

Destaque para "take me to the river", "the good thing" e "with our love", esta terceira justifica a existência do Franz Ferdinand. Outro destaque também, fica para a capa do disco, que é formada por um mosaico de inúmeras fotos de uma máquina polaroid (febre da época).

criado por blimbou    16:51 — Arquivado em: Sem categoria

Welcome…

É com muito gosto que inauguro o meu blog sobre o mais cultuado gênero musical, o bem e velho rock n roll.

Aos visitantes, as boas vindas, e as dicas de discos que serão postados aqui.

"Long live rock"

criado por blimbou    16:41 — Arquivado em: Sem categoria
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